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O Ibovespa opera em forte alta nesta terça-feira (2), atingindo um marco histórico ao superar a faixa dos 160 mil pontos pela primeira vez. Por volta das 17h, o principal índice da Bolsa de Valores brasileira registrava avanço de 1,21%, chegando aos 160.538 pontos. Em contrapartida, o dólar fechou em queda de 0,52%, cotado a R$ 5,3300.
O otimismo do mercado é impulsionado principalmente pelas expectativas de corte de juros nos Estados Unidos e pela avaliação de dados econômicos internos que sugerem um desaquecimento maior do que o projetado.
Cenário Econômico e Juros
A atenção dos investidores se voltou para a divulgação dos números da produção industrial brasileira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O setor registrou crescimento de apenas 0,1% em outubro ante setembro, um resultado que ficou abaixo das projeções dos economistas.
O desempenho fraco da indústria foi interpretado pelo mercado como um sinal de desaquecimento que pode levar o Comitê de Política Monetária (Copom) a antecipar uma redução da taxa Selic. Parte dos agentes financeiros já estima uma redução do juro-base na primeira reunião do Copom de 2026.
No Congresso, os investidores também avaliam o movimento da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), que aprovou um aumento gradual da taxação das casas de apostas (bets) e das fintechs. A proposta visa reforçar a arrecadação da equipe econômica do governo Lula para fechar as contas de 2026.
Política e Relações Internacionais
No campo político, o mercado reagiu ao diálogo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos EUA, Donald Trump. A ligação, que durou cerca de 40 minutos, abordou temas de comércio e cooperação contra o crime organizado.
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Comércio e Tarifas: Lula considerou “positiva” a decisão recente dos EUA de suspender a tarifa extra de 40% sobre itens como carne, café e frutas. No entanto, o petista afirmou que outros produtos seguem penalizados e que o Brasil deseja acelerar tratativas para remover esses encargos.
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Crime Organizado: Lula enfatizou a urgência em reforçar ações conjuntas contra o crime organizado transnacional. Trump, segundo o relato oficial, manifestou-se disposto a apoiar iniciativas bilaterais para coordenar respostas a grupos criminosos transnacionais.