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O dólar registrou leve alta de 0,11%, cotado a R$ 5,41, nesta sexta-feira (12/12), indicando estabilidade da moeda americana frente ao real. No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), avançava 0,96%, aos 160.676,77 pontos, refletindo um dia positivo para o mercado acionário.
Segundo especialistas, o câmbio brasileiro seguiu o ritmo do mercado internacional. O índice DXY, que mede a força do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes — euro, iene, libra esterlina, dólar canadense, coroa sueca e franco suíço —, registrou leve alta de 0,07%, aos 98,42 pontos.
No Brasil, a leve oscilação da moeda ocorre após a divulgação da Pesquisa Mensal de Serviços, que apontou queda do setor. Para analistas, o mercado reagiu bem aos dados, embora uma desaceleração mais acentuada da economia possa influenciar futuras decisões do Banco Central, mantendo apostas de que o corte da Selic poderia ocorrer já em janeiro. Especialistas, no entanto, alertam que a interpretação depende da leitura das mensagens recentes do Comitê de Política Monetária (Copom), que sinalizou tom mais rígido.
Além disso, o mercado passou a digerir melhor as incertezas políticas relacionadas à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, por indicação do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso por tentativa de golpe de Estado. Notícias de que Flávio busca uma aproximação com o mercado financeiro da Faria Lima, sinalizando uma agenda econômica pró-mercado, contribuíram para reduzir a volatilidade, segundo operadores de renda fixa.
Durante a sessão, o dólar à vista oscilou entre R$ 5,3799, às 10h20 (-0,53%), e R$ 5,4270, às 12h36 (+0,34%), para depois se aproximar da estabilidade no fechamento. No exterior, a moeda americana teve ganhos frente a algumas moedas fortes, mas apresentou desempenho misto frente a pares do real, registrando baixa ante o peso chileno e o peso mexicano, mas alta frente à lira turca e à rupia indiana.