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O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) registrou variação negativa de 0,01% em dezembro e encerrou o ano com queda acumulada de 1,05%, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (29) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, contratos de aluguel atrelados ao indicador e com vencimento em janeiro não terão reajuste.
De acordo com a FGV, a deflação observada ao longo do ano reflete a desaceleração da atividade econômica global e o cenário de incertezas, fatores que limitaram o repasse de custos. A melhora das safras agrícolas também contribuiu para aliviar os preços das matérias-primas.
Em nota, o economista do FGV Ibre Matheus Dias destacou que, apesar da deflação no índice geral, os preços ao consumidor seguiram em alta moderada. Segundo ele, as principais pressões ficaram concentradas nos setores de serviços e habitação, mas ao longo do ano esses aumentos convergiram para dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação.
Entre os componentes do IGP-M, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), responsável por 60% da composição do indicador, recuou 0,12% em dezembro, após alta de 0,27% em novembro. No acumulado do ano, o IPA apresentou queda de 3,35%. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30%, subiu 0,24% no mês, levemente abaixo da alta registrada em novembro, e fechou o ano com avanço de 4,08%.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) teve alta de 0,21% em dezembro e acumulou aumento de 6,10% no ano. O IGP-M considera a variação de preços ao produtor, ao consumidor e na construção civil entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.
O Banco Central tem como meta uma inflação de 3%, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Atualmente, a taxa básica de juros está em 15%, o maior nível em quase duas décadas, embora o mercado projete possíveis cortes na Selic a partir de 2026.