Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão. Telegram: [link do Telegram]
WhatsApp: [link do WhatsApp]
A economia brasileira deve registrar uma expansão mais tímida em 2026. Segundo o relatório semestral divulgado pelo Banco Mundial nesta terça-feira (13), a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil foi fixada em 2%, uma queda em relação aos 2,3% registrados no ano anterior.
A desaceleração brasileira acompanha uma tendência observada em outros mercados emergentes e economias em desenvolvimento, cujo ritmo deve cair de 4,2% (2025) para 4% este ano. O cenário é influenciado, em grande parte, pela perda de vigor da economia chinesa, que deve recuar de 4,9% para 4,4%.
Resiliência Americana vs. Estagnação Global
Enquanto os emergentes perdem fôlego, os Estados Unidos mostram uma resiliência acima do esperado. O Banco Mundial revisou para cima a projeção do PIB americano para 2,2% em 2026. O desempenho é sustentado por incentivos fiscais, que devem compensar os impactos negativos das tarifas comerciais sobre o consumo e o investimento.
Contudo, o otimismo com as nações avançadas não se traduz em bem-estar global. O economista-chefe do Banco Mundial, Indermit Gill, fez um alerta severo: se as tendências atuais persistirem, a década de 2020 será a mais fraca em termos de crescimento global desde os anos 1960.
“A cada ano que passa, a economia global tem se tornado menos capaz de gerar cresecocimento e aparentemente mais resiliente à incerteza das políticas”, afirmou Gill.
Desafios Estruturais
Apesar de o PIB mundial ter se mostrado mais resistente do que o previsto — com crescimento global estimado em 2,6% para este ano —, o Banco Mundial destaca dois problemas críticos:
-
Concentração de Renda: O crescimento permanece concentrado em países ricos.
-
Pobreza Extrema: O ritmo atual é insuficiente para reduzir a miséria e evitar a estagnação do emprego em países em desenvolvimento.
Para o Brasil e seus pares, o desafio será manter o dinamismo econômico sem fraturar as finanças públicas e os mercados de crédito em um ambiente de incertezas externas e juros ainda pressionados.