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O CEO global da Enel, Flavio Cattaneo, afirmou nesta segunda-feira (23) em Milão que a empresa tem feito tudo que é “humanamente possível” para solucionar os apagões registrados na cidade de São Paulo, alvo de críticas pelo serviço de distribuição de energia.
Durante evento para investidores e analistas de mercado, Cattaneo explicou que a rede de distribuição de São Paulo é predominantemente aérea, com fios passando entre árvores, diferentemente de cidades como Madri, Paris e Roma, onde a rede é subterrânea. Segundo ele, as mudanças climáticas têm aumentado a frequência de tempestades e ventos fortes, dificultando a prevenção de quedas de energia.
“Se permanecer esse jeito (queda de árvores sobre a fiação), só tem um capaz de gerenciar, mas este não é humano, é Jesus Cristo, porque não é possível de outro jeito de evitar o apagão”, disse o executivo.
Cattaneo garantiu que a Enel não pretende vender a operação em São Paulo e afirmou que a empresa cumpre todos os critérios estabelecidos no contrato de concessão, mantendo planos de investimento no país. Ele ressaltou, entretanto, que os apagões não são responsabilidade exclusiva da Enel, já que a poda de árvores é de competência da prefeitura.
Para reduzir os riscos de interrupções, a companhia pretende criar “corredores elétricos”, substituindo árvores de grande porte por espécies menores que não interfiram na rede de distribuição. Uma comunicação formal sobre o tema será enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira de Oliveira.
Cattaneo também ressaltou que investimentos estruturais demandam tempo para implementação, o que nem sempre corresponde à expectativa da população. Ele acrescentou que a Enel recuperou cerca de 50% da qualidade do serviço em São Paulo no último ano e que as negociações para renovação das concessões em Ceará e Rio de Janeiro estão praticamente concluídas.
Segundo o CEO, o Brasil permanece entre as prioridades de investimento da companhia, apesar dos desafios operacionais e das eleições locais, que, segundo ele, dificultam a discussão sobre o tema.