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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (23) uma pausa de cinco dias nos ataques contra plantas de energia e infraestrutura do Irã, após o que descreveu como conversas “muito boas e produtivas” com Teerã. A decisão provocou queda imediata nos preços do petróleo e trouxe alívio aos mercados globais.
O barril de petróleo WTI, referência nos EUA, recuou cerca de 8%, atingindo a marca de 90 dólares, enquanto o Brent, referência europeia, caiu 6%, ficando abaixo de 100 dólares por barril. A notícia também refletiu nas bolsas europeias, que se recuperaram após perdas superiores a 2% registradas durante a manhã.
O anúncio representa a primeira sinalização concreta de distensão no conflito iniciado em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel começaram ataques ao Irã, que já deixaram mais de 2.000 mortos. A Agência Internacional de Energia (AIE) qualificou a situação como a pior crise energética mundial em décadas.
Trump destacou que a pausa nos ataques está condicionada ao sucesso das negociações em andamento. Apesar de não detalhar o canal ou formato das conversas com Teerã, a medida indica um possível avanço diplomático, após dias de tensão, incluindo o ultimato de 48 horas dado pelo próprio presidente americano ao Irã para reabrir o estreito de Ormuz.
O anúncio ocorre em meio a ameaças cruzadas: a Guarda Revolucionária do Irã prometeu atacar centrais elétricas que abastecem bases dos EUA, enquanto o Conselho de Defesa iraniano alertou que minaria o Golfo Pérsico caso suas costas fossem atacadas. Israel, por sua vez, iniciou ataques contra infraestruturas em Teerã, e o Irã advertiu que qualquer ofensiva poderia resultar no minamento de rotas marítimas, afetando embarcações militares e comerciais.
O conflito tem impactos econômicos globais significativos. Antes do anúncio de Trump, o barril de Brent estava em 113 dólares, cerca de 55% acima do valor antes do início da guerra, com o estreito de Ormuz, responsável por 20% do petróleo e gás mundiais, praticamente fechado ao tráfego de países aliados dos EUA.
A AIE alertou que “nenhum país será imune aos efeitos desta crise se ela continuar nesse ritmo”. Um alto funcionário da ONU reforçou que o conflito já provoca “subidas exponenciais nos preços do petróleo, combustível e gás”, afetando severamente países em desenvolvimento na Ásia e África. Como consequência, a gigante química sul-coreana LG Chem anunciou o fechamento de uma importante planta industrial devido à interrupção no fornecimento de nafta.