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A taxa média de juros do rotativo do cartão de crédito voltou a subir e atingiu 435,9% ao ano em fevereiro, de acordo com as Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas nesta segunda-feira (30) pelo Banco Central. Este é o terceiro maior índice para o mês desde 2017, quando a taxa chegou a 487,8%.
O aumento representa 11,4 pontos percentuais em relação a janeiro, quando a taxa estava em 424,5% ao ano. Na prática, isso significa que qualquer dívida não paga na data do vencimento pode crescer cinco vezes ao longo de um ano.
Por exemplo, quem devia R$ 800 em fevereiro do ano passado precisaria pagar R$ 4.287,2 para quitar a dívida hoje, considerando juros e encargos.
Limite de 100% no rotativo
Apesar dos números alarmantes, uma lei aprovada pelo Congresso e sancionada pelo Conselho Monetário Nacional em dezembro de 2023 estabeleceu que os juros do rotativo não podem ultrapassar 100% ao ano para dívidas contraídas a partir de janeiro. Assim, uma dívida de R$ 200 não poderá exceder R$ 400 após um ano de atraso.
Segundo o Banco Central, os valores divulgados nas estatísticas não refletem descumprimento da lei, mas sim uma extrapolação anual de taxas cobradas por períodos curtos, que servem para acompanhamento histórico e comparação com outras modalidades de crédito.
Outras linhas de crédito
O cheque especial, segunda linha de crédito mais cara, também subiu em fevereiro, atingindo 147% ao ano, 9,6 pontos percentuais acima de janeiro. Uma dívida de R$ 800 neste caso saltaria para R$ 1.976 em um ano sem pagamento.
Por outro lado, o crédito consignado, que oferece desconto direto na folha de pagamento, continua sendo a opção mais barata. A taxa média subiu 0,6 ponto percentual, chegando a 28,2% ao ano. Dentro do consignado, os beneficiários do INSS pagam a menor taxa, 24,2% ao ano, enquanto servidores públicos e trabalhadores do setor privado pagam 23,8% e 59,4% ao ano, respectivamente.
O levantamento mostra que, embora a lei limite os juros do rotativo, os índices históricos do Banco Central ajudam a acompanhar a velocidade de aumento ou queda das taxas e o impacto real no bolso do consumidor.