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🧡 Ver Ofertas na ShopeeA secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou nesta quinta-feira (23) que o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, fará um anúncio sobre novas tarifas antes do fim da vigência da taxa global de 10%, previsto para esta sexta-feira (24). A expectativa é que a medida estabeleça uma sobretaxa entre 10% e 12,5% sobre produtos importados de cerca de 60 economias, incluindo o Brasil.
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Para os produtos brasileiros, a alíquota prevista é de 12,5%. Com essa nova determinação, parte dos produtos vindos do Brasil passará a enfrentar uma sobretaxa total de 37,5%, somando-se à tarifa de 25% que entrou em vigor na quarta-feira (22).
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A investigação sobre trabalho forçado
A nova tarifação está atrelada a uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. A apuração trata de supostas falhas de parceiros comerciais no combate à importação de produtos fabricados com trabalho forçado.
Além do Brasil, a lista de alvos inclui Austrália, Canadá, União Europeia, Reino Unido, Israel, Índia, Catar, Arábia Saudita, China e Rússia. O governo norte-americano alega que a postura desses países no tema prejudica a competitividade de empresas éticas e incentiva a manutenção do trabalho escravo moderno.
Em relação ao mercado brasileiro, o relatório afirma que, embora o país assuma compromissos formais no combate ao trabalho escravo em acordos comerciais, ainda não possui uma proibição considerada efetiva por Washington para impedir a entrada de mercadorias produzidas nessas condições.
Reação do governo brasileiro
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, enviou uma carta ao USTR contestando a medida. O Itamaraty rejeitou o parecer e afirmou que as conclusões da investigação são “errôneas”, “arbitrárias” e não encontram respaldo nas evidências apresentadas pelo Brasil. Vieira destacou que o país mantém mecanismos legais e institucionais sólidos para prevenir, identificar e punir casos de trabalho análogo à escravidão.
Substituição de tarifaço anterior
As novas medidas devem substituir a taxa global de 10% anunciada por Donald Trump em fevereiro, adotada após a Suprema Corte derrubar as “tarifas recíprocas” impostas pelo republicano no ano passado.
Plano Brasil Soberano
Diante do cenário, o governo brasileiro prepara ações para mitigar os impactos econômicos. O Plano Brasil Soberano, lançado em 2025, prevê linhas de financiamento e ações de promoção comercial. Na quarta-feira (22), o Palácio do Planalto anunciou a terceira etapa do plano, com a liberação de R$ 18,5 bilhões em crédito para empresas diretamente afetadas pelo tarifaço americano.




















































