fbpx
domingo, 29 de novembro de 2020

Crise provocada pelo governo petista de Dilma Roussef, entre 2013 e 2018, fez com que 382,2 mil empresas fechassem

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O saldo entre empresas criadas e encerradas no país foi negativo, em 2018, de acordo com o estudo Demografia das Empresas e Estatísticas de Empreendedorismo, divulgado hoje (22) pelo IBGE. Enquanto 697,1 mil começaram o negócio, 762,9 mil companhias encerraram suas atividades naquele ano, gerando saldo de menos 65,9 mil empresas. Entre 2013 e 2018, o país perdeu 382,2 mil empresas.

O levantamento considera somente as entidades empresariais, excluindo os Microempreendedores Individuais (MEIs), órgãos da administração pública, entidades sem fins lucrativos e as organizações internacionais que atuam no país.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em 2018, o Cadastro Central de Empresas (Cempre) somava um total de 4,4 milhões de empresas ativas no país, que ocupavam 38,7 milhões de pessoas.  Desse total, 32,3 milhões (83,5%) eram assalariadas e 6,4 milhões (16,5%) sócias ou proprietárias. A idade média das empresas era de 11,6 anos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Do total de empresas ativas, 3,7 milhões já estavam em atividade antes de 2018, o que representa uma taxa de sobrevivência de 84,1%, 0,7 p.p menor que a do ano anterior. Outras 15,9% (697,1 mil) entraram em atividade em 2018, sendo que 536,0 mil nasceram naquele ano e 161,1 mil reativaram suas atividades. O restante (762,9 mil) encerrou suas atividades, uma taxa de saída de 17,4%.

A redução de 1,5% no número de empresas em 2018, na comparação com o ano anterior, foi puxada, principalmente, pelo segmento de Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas, que teve saldo negativo de 88,7 mil empresas. Por outro lado, Saúde e serviços sociais, embora sem participação expressiva, foi o setor que mais contribuiu no saldo de empresas (23,7 mil).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“O comportamento de saída e entrada de empresas tem relação direta com a atividade econômica do país. Só em 2014, 218 mil fecharam as portas. Nos anos seguintes, esse movimento continuou, mas num patamar menor, refletindo a atividade econômica do período, que vem sendo fraca desde então”, analisa o gerente do estudo, Thiego Gonçalves Ferreira.

O levantamento mostra, também, que o pessoal ocupado assalariado cresceu 1,3% (419,8 mil) em 2018. Eles foram empregados, sobretudo, pelas empresas sobreviventes, que ocuparam 97,3% do pessoal assalariado. Nessas empresas, a participação dos homens foi 60,8%, contra 39,2% de mulheres, e o percentual de empregados com nível superior chegou a 15,2%.

“Os homens também são maioria nas empresas novas e nas que fecharam as portas. Mas a participação de pessoas com maior escolaridade é menor. O que nos leva a inferir que a população mais escolarizada é mais avessa a ingressar nessas empresas, optando pelas sobreviventes, uma vez que elas também remuneram melhor”, comentou Ferreira.

Em cinco anos, apenas 36,3% das empresas sobreviveram e estavam em funcionamento em 2018. Quanto maior o porte, maior a taxa de sobrevivência. Naquele ano, 96,5% das entidades com mais de 10 funcionários sobreviveram. Entre os que não tinham assalariados, a taxa de sobrevivência foi de 74,4%. Das com um a nove trabalhadores assalariados, a taxa chegou a 91,4%.

Apenas 25,3% das filiais de empresas chegaram aos 10 anos

O estudo revela ainda que apenas 25,3% das unidades locais (filiais) das empresas nascidas em 2008 sobreviveram e estavam operando em 2018. Pela primeira vez, a pesquisa detalhou esses dados por unidades da federação. Eles mostram, por exemplo, que enquanto no Amazonas a taxa de sobrevivência das empresas no décimo ano de vida variou 16,4%, em Santa Catarina foi quase o dobro (32,1%).

“O ambiente microeconômico nas unidades da federação, como capacidade gestão e acesso ao crédito, é bastante diferenciado. No Amazonas, a taxa de entrada e saída das empresas foi maior, o que indica maior facilidade para se abrir uma empresa, mas também dificuldades de geri-las. Em Santa Catarina, aconteceu o oposto, o empresário parece ter um cenário mais favorável e capacidade maior de gestão”, analisou Ferreira.

Empresas de alto crescimento avançam 11,9% em 2018

Em 2018, o número de empresas de alto crescimento avançou 11,9%, somando 22,7 mil e interrompendo cinco anos seguidos de queda. Esse número, porém, é o terceiro menor da série. O maior valor foi registrado em 2012 (35,2 mil) e o menor, em 2017 (20,3 mil).

Empresas de alto crescimento são aquelas com pelo menos 10 empregados assalariados, que aumentaram seu pessoal acima de 20% ao ano, por três anos seguidos. Esse crescimento está associado ao empreendedorismo.

Essas empresas de alto crescimento representaram 1,0% das empresas ativas e 5,0% das empresas com 10 ou mais pessoas ocupadas. Elas foram responsáveis por 11,2% das pessoas assalariadas e pelo pagamento de 9,1% dos salários e outras remunerações.

Thiego Ferreira observa que sustentar o alto crescimento é algo raro entre as empresas. “A pesquisa mostrou que apenas 5,6% das empresas que se tornaram de alto crescimento entre 2008 e 2013 repetiram o feito cinco anos depois. É uma taxa baixa. Mais baixa ainda quando olhamos no horizonte de 10 anos (3,1%). Isso mostra o quão difícil é voltar a crescer mais pra frente”, disse ele.

Quase 2,6 mil eram empresas “gazelas”

Do total de empresas de alto crescimento, 11,4% (2.597 mil) eram as chamadas “gazelas”, que têm até cinco anos de idade. Elas também cresceram 7,2% em 2018. São empresas que empregaram 198,8 mil pessoas e pagaram R$ 4,6 bilhões em salários e outras remunerações, o equivalente a um salário médio mensal de 2,1 salários mínimos.

Fonte: IBGE

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Gazeta Brasil
Gazeta Brasilhttps://www.gazetabrasil.com.br
A Gazeta Brasil é um jornal brasileiro diário editado na cidade de São Paulo. Publica textos, fotos, vídeos no formato digital. Faz parte do grupo AZComm Comunicação e Eventos.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Últimos artigos

Xi Jinping proibiu os médicos de Wuhan de falar sobre o início do coronavírus: a lei que prevê sentenças de morte

Infobae - Xi Jinping pretende - mais uma vez - amordaçar os médicos que estavam no início do surto do coronavírus em Wuhan, no...

Sem citar falha no supercomputador, Barroso pede que eleitores votem “com segurança” 

Em pronunciamento na noite deste sábado (28), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral(TSE), Luís Roberto Barroso, pediu que os brasileiros "não deixem de votar"...

Milhares de franceses saem às ruas para protestar contra Lei de Segurança

RFI - Ao menos 70 cidades francesas realizaram manifestações neste sábado (28) para protestar contra o controverso projeto de lei sobre a chamada "segurança...

Bolsonaro vai à comemoração de aniversário de ministro Rogério Marinho

O presidente Jair Bolsonaro deixou o Palácio da Alvorada neste sábado (28) para ir à comemoração de aniversário do ministro Rogério Marinho, do Desenvolvimento Regional. A...

Comandante do Exército fratura o fêmur ao cair de cavalo

O comandante do Exército, general Edson Pujol, sofreu um acidente neste sábado (28) enquanto praticava equitação no Regimento Dragões da Independência, em Brasília. Ele...