O dólar acumulou valorização de 0,48% nesta semana, marcando a quarta consecutiva de alta nesta sexta-feira, 24. Influenciado pelos temores de disseminação do coronavírus, o dólar se fortaleceu no mercado internacional, ante divisas fortes e emergentes. No final da sessão, o dólar comercial terminou em alta de 0,43%, a R$ 4,1845. No mercado futuro, o contrato para fevereiro subiu 0,26%, a R$ 4,1840.

A moeda chegou a superar nesta tarde os R$ 4,19 quando um senador americano falou da possibilidade da confirmação de um terceiro caso da doença nos Estados Unidos. Além disso, dois casos foram reportados na França. 

O dólar fechou a sexta-feira acumulando valorização no ano de 4,30%, mantendo o real com o pior desempenho ante a moeda americana em uma cesta de 34 moedas. Preocupações com o ritmo de crescimento da economia brasileira e, nos últimos dias, o temor de disseminação do coronavírus vêm pressionando a moeda, levando os investidores a buscarem proteção no dólar. Investidores estrangeiros aumentaram em mais de US$ 3 bilhões as apostas compradas em dólar este mês na B3, que ganham com a alta da divisa dos EUA.

Hoje o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que, com a queda do juros, há um “efeito migratório”, com o investidor saindo da Bolsa brasileira, sobretudo quando compara com outros mercados e veem oportunidades melhores, como dos mercados da Ásia. Esse movimento explica a forte saída de recursos externos do Brasil, que tem contribuído para pressionar o câmbio. Só a B3 registra este mês saída de R$ 10 bilhões.

Bolsa

O Ibovespa se inclinou à realização de lucros nesta sexta, após ter renovado máximas históricas de fechamento por duas vezes nesta semana, na segunda-feira e na quinta – quando renovou a máxima histórica ao fechar aos 119.527,63 pontos. Sem catalisadores domésticos que o sustentassem no nível de 119 mil pontos, o principal índice da B3 fechou em baixa de 0,96%, a 118.376,36 pontos, com Petrobrás, Vale, siderúrgicas e bancos em terreno negativo na sessão. / Agência Brasil