Privatização dos Correios em andamento

O presidente dos Correios, general Floriano Peixoto, afirmou nesta sexta-feira (18), que o processo de privatização da estatal já está em andamento e é o mais indicado para tornar a empresa mais moderna.

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Em entrevista ao UOL, Peixoto, que já chegou a resistir a uma desestatização, confirma a declaração do ministro das comunicações, Fabio Faria, de que já há pelo menos cinco empresas interessadas para adquirir a estatal. Na avaliação dele, qualquer empresa do segmento de logística almeja dispor de uma estrutura como a dos Correios.

“A capilaridade da estatal é seu maior ativo: estar presente em todo o território nacional é uma vantagem de poucas instituições. Isso se torna mais relevante quando consideramos as medidas de racionalização da carteira imobiliária que foram tomadas recentemente, o que certamente reduzirá as despesas com manutenção que perduravam até pouco tempo”, afirmou.

Para Peixoto, a expertise da empresa na área de logística “é um diferencial acumulado ao longo de anos e que fez dos Correios o principal parceiro do e-commerce nacional”:

“Mesmo com as limitações inerentes a uma estatal, a empresa conseguiu se estabelecer como principal operador logístico do país e, consequentemente, conta com numerosa carteira de clientes em um segmento em franca expansão”.

O que o ministro Fabio Faria tem externado, segundo Peixoto, “é, além de uma posição do governo, um reflexo da opinião da população a respeito dos Correios: algo precisa ser feito para transformar a empresa, para torná-la eficiente e moderna”.

“O caminho da desestatização é o mais indicado, pois alia a estrutura já existente à expertise do mercado, desonerando o Estado de uma função que não é mais tipicamente pública”, diz.

O Governo Bolsonaro está em fase final de elaboração de um Projeto de Lei (PL) que precisará ser aprovado no Congresso para dar andamento ao processo de privatização. Segundo Peixoto, “a desestatização dos Correios já está em andamento”.

“A consultoria contratada entregará a primeira parte dos estudos de viabilidade econômico-financeira da empresa até novembro deste ano. Nessa fase está incluso o projeto de lei que deve ser enviado ao congresso para apreciação e, a partir desse ponto, os parlamentares terão à sua disposição o embasamento técnico para discutir os rumos do serviço postal”, finalizou.