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A família de uma brasileira de 30 anos, detida na Coreia do Sul sob suspeita de perseguir (stalking) o cantor Jung Kook, integrante do fenômeno global BTS, faz um apelo desesperado por sua volta ao Brasil. Segundo familiares, a jovem sofre de transtornos mentais graves e viajou para a Ásia sem aviso prévio, após interromper tratamentos psicológicos iniciados em sua terra natal, na Paraíba.
A prisão ocorreu no último dia 4 de janeiro em Yongsan, distrito central de Seul. De acordo com o jornal The Korea Times, a brasileira teria ido à residência do cantor em pelo menos duas ocasiões em dezembro, causando perturbações e arremessando correspondências na propriedade. A família do artista já havia solicitado uma ordem de restrição após os primeiros incidentes. Embora já tenha sido liberada pelas autoridades locais, a situação de saúde da jovem é considerada crítica pelos parentes.
Histórico de surtos e preocupação familiar
Em entrevista, uma familiar revelou que a jovem morava em São Paulo há dois anos e juntou dinheiro secretamente para a viagem. “Descobrimos que ela estava na Coreia do Sul pelas redes sociais, o que foi um grande susto. Ela conseguiu guardar um dinheiro depois de pedir ajuda à mãe e foi sozinha”, relatou.
A família afirma que ela já teve um episódio semelhante em 2021 e necessita de medicação controlada, a qual não estaria utilizando no momento. “A gente não teve Natal, Ano Novo, nada. Ficamos o tempo todo pensando nela, sozinha e sem a medicação necessária. Se o governo deportar ela para cá, será bem melhor, porque poderemos levá-la para a casa da mãe”, disse uma parente, ressaltando que a jovem se recusa a retornar voluntariamente.
Assistência consular
O Ministério das Relações Exteriores, através da Embaixada do Brasil em Seul, confirmou que acompanha o caso e presta assistência consular à família. O foco das autoridades e dos familiares é garantir que ela receba os cuidados médicos necessários e seja repatriada de forma segura.
O crime de perseguição na Coreia do Sul tem leis rigorosas que podem envolver multas pesadas e até detenção prolongada, mas a defesa familiar espera que o diagnóstico de transtorno mental seja levado em conta para facilitar a volta da brasileira ao país.