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Cinco membros da família Cascio entraram com uma ação judicial nos Estados Unidos no dia 15 de janeiro de 2026, exigindo US$ 200 milhões do patrimônio de Michael Jackson, alegando supostos abusos sexuais ocorridos durante a infância das vítimas na residência do cantor. Segundo os denunciantes, os impactos dessas alegações persistem até hoje.
O pedido se dirige ao patrimônio que administra os bens e direitos de Michael Jackson desde sua morte. Os Cascio alegam que um acordo confidencial firmado em 2020, que envolveu uma quantia não divulgada, foi obtido sob coação e não reflete os danos sofridos. A família busca uma compensação proporcional ao pagamento de US$ 25 milhões feito a outro acusador nos anos 1990.
O caso ganha destaque internacional devido à notoriedade do artista e ao histórico público da relação entre Jackson e os Cascio. De acordo com o portal TMZ, a defesa do patrimônio, liderada por Marty Singer, classifica a ação como uma tentativa de extorsão, alegando que os denunciantes buscam vantagem financeira utilizando acusações de grande impacto midiático.
Por outro lado, Howard King, advogado dos Cascio, afirma que os abusos atribuídos a Jackson deixaram secuelas profundas. King garante que uma das supostas vítimas está gravemente afetada e que o ambiente do artista, ao negar publicamente os fatos, agrava o sofrimento. O advogado também cita mais de dez horas de vídeos com depoimentos gravados em 2024 que corroborariam as acusações.
A justificativa para os US$ 200 milhões é baseada na quantidade de vítimas e em precedentes legais. King compara o caso ao pagamento de US$ 25 milhões feito a Jordan Chandler nos anos 1990 por um único caso de abuso; neste novo processo, os Cascio alegam que há cinco vítimas.
Frank Cascio, principal demandante e ex-assistente de Jackson, manteve uma relação próxima com o cantor por mais de três décadas. O vínculo começou quando o pai de Frank conheceu Jackson em Nova York, levando o artista a passar longos períodos na casa da família, especialmente após os atentados de 2001. Em 2011, Frank publicou o livro “Meu amigo Michael”, defendendo a inocência do cantor e negando ter testemunhado qualquer comportamento impróprio.
Contudo, a postura de Frank mudou após o lançamento do documentário “Leaving Neverland” da HBO, em 2019. Segundo os coadministradores do patrimônio, John Branca e John McClain, Cascio forneceu materiais e consultoria sobre Jackson e, posteriormente, apresentou novas demandas financeiras.
Em janeiro de 2020, ambas as partes assinaram um acordo confidencial com pagamentos fracionados e cláusulas de arbitragem. O conflito ressurgiu em julho de 2024, quando Frank Cascio reclamou US$ 213 milhões e ameaçou divulgar informações sensíveis sobre Jackson, o que, segundo o patrimônio, poderia impactar operações estratégicas, incluindo a venda de 50% do catálogo musical à Sony, fechada naquele ano por US$ 600 milhões.
O patrimônio de Michael Jackson considera as novas demandas como um “esquema de extorsão civil”, alegando que a família tentou obter fundos adicionais anos após ter defendido o cantor publicamente. A ameaça de ampliar a divulgação das informações teria o objetivo de pressionar por uma compensação maior.
O caso permanece em aberto nos tribunais americanos e envolve não apenas questões legais e financeiras, mas também o impacto na imagem e no legado de Michael Jackson. A decisão judicial poderá influenciar a narrativa sobre o artista e os acordos anteriores firmados por sua família.
O tribunal avaliará a validade das alegações, a existência de coação nos acordos anteriores e a consistência das provas apresentadas, com potencial para estabelecer precedentes sobre demandas envolvendo figuras públicas e heranças milionárias.
O processo continua sob atenção internacional, enquanto patrimônio de Jackson e a família Cascio mantêm suas posições em uma disputa de alto perfil, com implicações significativas para a indústria musical.