Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão. Telegram: [link do Telegram]
WhatsApp: [link do WhatsApp]
A apresentação de Bad Bunny no Super Bowl LX entrou para a história como um dos momentos mais marcantes do evento, ao colocar a cultura latina no centro do maior espetáculo esportivo da televisão norte-americana. O show de intervalo aconteceu no Levi’s Stadium, em Santa Clara, na Califórnia, durante a final entre New England Patriots e Seattle Seahawks, e teve o artista porto-riquenho como protagonista absoluto.
Logo ao surgir no palco, Bad Bunny deu o tom da apresentação ao celebrar suas raízes latinas, em uma declaração que antecipava a proposta do espetáculo. Concebido como um verdadeiro videoclipe ao vivo, o show combinou cenas no gramado com imagens pré-gravadas e percorreu símbolos, costumes e expressões da cultura latino-americana. A abertura ocorreu em um cenário que remetia a um campo agrícola, enquanto o cantor, vestido de branco e segurando uma bola de futebol americano, interpretava “Tití Me Preguntó”.
Tití Me Preguntó” @sanbenito #AppleMusicHalftime pic.twitter.com/zRHodY6AQh
— NFL (@NFL) February 9, 2026
😂😂😂 @sanbenito #AppleMusicHalftime pic.twitter.com/bc603uJuF5
— NFL (@NFL) February 9, 2026
Ao longo da performance, o artista revisitou sucessos de sua carreira, como “Yo Perreo Sola” e “DtMF”, acompanhado por participações especiais que ampliaram o impacto do espetáculo. Cardi B e Karol G se juntaram à apresentação em momentos de forte apelo visual e coreográfico, enquanto nomes como Jessica Alba, Pedro Pascal, Alix Earle e Young Miko também apareceram no palco.
Um dos pontos altos da noite foi a participação surpresa de Lady Gaga, que interpretou “Die with a Smile” com um arranjo de influência latina. A cantora usou figurino inspirado na bandeira de Porto Rico e incorporou a flor nacional da ilha, em um gesto simbólico de apoio à mensagem do espetáculo. Ricky Martin também marcou presença ao cantar um trecho de “Lo que le pasó a Hawaii”, canção de forte teor político, arrancando aplausos do público ao defender a identidade e a resistência cultural porto-riquenha.
RICKY MARTIN IN THE HOUSE #AppleMusicHalftime pic.twitter.com/awIdEV0f7c
— NFL (@NFL) February 9, 2026
During his historic performance at the Super Bowl LX, Bad Bunny shouts out all the countries in America. pic.twitter.com/COmVMnYOFJ
— New York Magazine (@NYMag) February 9, 2026
Em um momento mais íntimo, Bad Bunny dialogou simbolicamente com sua versão infantil, surgindo diante de uma televisão e entregando ao “Benito menino” um Grammy recém-conquistado. A cena reforçou a narrativa de superação e orgulho cultural que permeou todo o show. O artista ainda destacou mensagens de união e combate à discriminação, citando países de todo o continente americano e reforçando que o amor é mais poderoso do que o ódio.
O encerramento ficou por conta de “Debí Tirar Más Fotos”, com todos os bailarinos no palco e a frase “Seguimo’ aqui” projetada como mensagem final. O tributo à cultura porto-riquenha também incluiu referências às consequências do furacão Maria, além de elementos ligados à música, à dança, à gastronomia e aos esportes populares da ilha.
A apresentação no Super Bowl LX marcou o retorno de Bad Bunny ao evento, após sua participação em 2020 como convidado no show liderado por Shakira e Jennifer Lopez. Confirmado como atração principal em setembro de 2025, o cantor consolidou sua posição global após o lançamento do álbum Debí Tirar Más Fotos, trabalho dedicado a Porto Rico e reconhecido com três prêmios Grammy, incluindo Álbum do Ano.
Além do impacto artístico, o Super Bowl também representa um megaprojeto logístico e econômico. Ser sede do evento envolve investimentos próximos de 100 milhões de dólares em áreas como segurança, hospedagem, produção e serviços. A escolha de Santa Clara, no coração do Vale do Silício, reforça a estratégia de unir tecnologia, entretenimento e projeção internacional.
O show do intervalo segue como uma das vitrines mais disputadas da indústria musical. Desde 2016, o palco já recebeu apresentações de Coldplay ao lado de Beyoncé e Bruno Mars, além de nomes como Lady Gaga, Justin Timberlake, Maroon 5, Rihanna, The Weeknd, Usher e, mais recentemente, Kendrick Lamar e SZA. A presença de Bad Bunny em 2026 reforça a tendência de ampliar o espaço da música latina no evento mais assistido da televisão dos Estados Unidos.
Paralelamente ao espetáculo musical, o Super Bowl também é marcado pela disputa entre grandes marcas no intervalo comercial. Segundo executivos do setor, os anúncios exibidos durante a final alcançam valores recordes, com cifras que chegam a dezenas de milhões de dólares por inserção, consolidando o evento como um dos mais valiosos do mercado publicitário global.
Este é o valor que Bad Bunny recebeu para cantar no Super Bowl 2026