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O lançamento de “Dark Horse”, filme biográfico que narra a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pode ser adiado. A possibilidade foi confirmada por Karina Ferreira da Gama, proprietária da Go Up Entertainment — produtora responsável pelo longa —, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo.
A decisão atende a uma recomendação jurídica do advogado da produtora, Ricardo Sayeg. O objetivo do adiamento é blindar a produção de qualquer associação com a disputa eleitoral deste ano.
“Para que não pairem dúvidas sobre a natureza cultural e artística, minha recomendação encaminhada à Karina, que está sendo analisada junto com o pessoal dos EUA, é que o filme seja lançado depois das eleições”, explicou Sayeg.
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Orçamento milionário e investigação judicial
A Go Up Entertainment declarou ter investido R$ 75 milhões na produção do filme até o momento. A informação consta em uma perícia judicial anexada a um processo que investiga o ICB (Instituto Conhecer Brasil), entidade que também pertence a Karina Ferreira da Gama.
O instituto é alvo de suspeitas de desvio de dinheiro público. A investigação apura se parte de um contrato de R$ 108 milhões firmado entre o ICB e a Prefeitura de São Paulo teria sido utilizada para financiar a obra cinematográfica.
De acordo com a declaração oficial da produtora:
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O orçamento inicial aprovado para o longa era de US$ 16 milhões (aproximadamente R$ 89,7 milhões).
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Esse montante é R$ 44,8 milhões menor do que os R$ 134 milhões que, segundo reportagem do jornal digital Intercept Brasil, teriam sido negociados em 2025 pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
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Perícia aponta origem privada dos recursos
Apesar das investigações em curso envolvendo o contrato com o município de São Paulo, a defesa da produtora se apoia em um laudo técnico para afastar as suspeitas de financiamento público no filme.
Uma perícia realizada pelo IPI (Instituto de Perícia Investigativa) analisou a movimentação financeira da produção e concluiu que os recursos utilizados possuem natureza particular.
“Quanto à origem dos recursos financeiros, a perícia constatou que os ingressos vinculados ao projeto têm origem privada, comprovada por contratos de investimento, extratos bancários, documentos de remessa e demais registros financeiros disponibilizados para análise”, destaca o documento pericial.
O martelo sobre a nova data de estreia de “Dark Horse” deve ser batido nos próximos dias, após o alinhamento entre a direção brasileira e os parceiros norte-americanos do projeto.




















































