A CNN Brasil decidiu rescindir o contrato com o jornalista Leandro Narloch nesta sexta-feira (10) após emitir sua opinião sobre a população homossexual.  Comentário foi sobre decisão da Anvisa revogar proibição de que homens que se relacionam sexualmente com outros homens doassem sangue. Narloch afirmou: ‘Não sou e nem fui homofóbico, tenho horror a homofobia e concordei explicitamente com a doação de sangue por homossexuais’.

 

A declaração “polêmica” de Narloch:

“Caros, quero esclarecer meu comentário de hoje sobre doação de sangue por gays. 1. Como eu disse, a nova regra de doação é muito boa. Restringe a doação baseada na conduta que aumenta o risco, e não na identidade sexual. 

Assim a regra deixa de ser injusta com gays monogâmicos ou que se protegem, que não podem doar sangue enquanto muitos héteros que se expõem a mais riscos podem. Como eu também afirmei mais cedo na TV.

O que não desmente o fato da prevalência de HIV ser mais alta entre gays. Isso é de conhecimento notório e incontroverso – mudar essa situação é justamente uma das boas bandeiras do movimento LGBT. 

“Alguns reclamaram do termo “opção” e não “orientação” sexual. Aí discordo. Acho que existem as duas coisas: gays e lésbicas que o são por orientação e outros que optaram. Mas não tenho certeza sobre isso, é uma boa discussão para o futuro.”

 

Confira a nota Leandro Narloch:

“A cultura do cancelamento me pegou. A CNN informou agora que, depois da polêmica desta semana, decidiu rescindir o meu contrato. Lamento pelo motivo. Não sou nem fui homofóbico, tenho horror a homofobia e concordei explicitamente com a doação de sangue por homossexuais”, disse ele, em comunicado.

Me preocupa o clima da sociedade hoje, em que é impossível discordar até mesmo de termos ou terminologias sem causar histeria, sem que o outro lado seja considerado um monstro que precisa ser banido. Agradeço a todos da CNN e a amigos que expressaram apoio e tristeza pelo que ocorreu. E já antecipo anúncios dos próximos dias: um curso contra a cultura de cancelamento, temas ‘sensíveis’ e ideias proibidas, e uma frente para preservar a diversidade ideológica e a liberdade do debate”,  disse o jornalista em nota publicada no Instagram.