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A morte de Jeffrey Epstein, ocorrida em 10 de agosto de 2019, no Centro Correcional Metropolitano de Nova York, voltou a ser alvo de teorias conspiratórias nas redes sociais após a divulgação de cerca de três milhões de novos documentos pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ). Epstein aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual quando foi encontrado morto em sua cela; a conclusão oficial aponta suicídio.

A cela de Epstein após ele ter se enforcado no Centro Correcional Metropolitano de Nova York em 2019.
Desde a liberação dos arquivos, a internet passou a repercutir especulações cada vez mais improváveis, incluindo alegações de que Epstein estaria vivo e teria sido visto em diferentes partes do mundo. Entre as teorias que ganharam destaque está a de que ele teria sido “trocado” na prisão por um cadáver e estaria atualmente detido na base de Guantánamo, sendo interrogado por supostas informações sensíveis sobre governos estrangeiros — hipótese sem qualquer comprovação.
Uma das narrativas mais disseminadas recentemente envolveu um suposto perfil do jogo Fortnite que teria pertencido a Epstein e estaria ativo. A teoria começou após usuários identificarem, nos documentos do DOJ, o nome de usuário “littlestjeff1” associado a um canal no YouTube, além de um e-mail que mencionava um pagamento de US$ 25,95 por créditos do jogo Fortnite, conhecidos como V-Bucks.
No entanto, os nomes do remetente e do destinatário desse e-mail, datado de 7 de maio de 2019, aparecem com tarjas nos documentos. Isso indica que nenhuma das partes era Epstein, já que os endereços de e-mail dele não foram ocultados nos arquivos oficiais. Não há, portanto, qualquer evidência de que ele tenha jogado Fortnite.
Apesar disso, usuários da rede social X relacionaram o nome “littlestjeff1” a um perfil listado no Fortnite Tracker, aplicativo de terceiros que monitora estatísticas de jogadores. O fato de a conta ter sido usada recentemente a partir de Israel e exibir uma bandeira do país alimentou especulações, impulsionadas por perfis com milhões de seguidores. Posteriormente, o perfil foi tornado privado, o que ampliou ainda mais as conjecturas.
Diante da repercussão, a Epic Games, desenvolvedora do Fortnite, se manifestou e negou qualquer ligação com Epstein. A empresa afirmou que se tratava de um jogador comum que alterou o nome de usuário após a divulgação dos documentos. Segundo a Epic, as plataformas de rastreamento exibem apenas o nome atual da conta, e não alterações anteriores. A companhia também informou que não há registro dos e-mails citados nos documentos no sistema da empresa.
Além das teorias envolvendo jogos eletrônicos, os arquivos do DOJ também reacenderam questionamentos sobre imagens de câmeras de segurança da noite da morte de Epstein. Investigadores do FBI e do Escritório do Inspetor-Geral do Departamento de Justiça apontaram que uma gravação mostra um “clarão laranja” nas escadas internas da prisão, possivelmente indicando a presença de um detento próximo ao local onde Epstein estava custodiado.

Um “clarão laranja” pôde ser visto subindo as escadas em direção ao bloco de celas de Epstein na prisão de Nova York por volta das 22h40 da noite anterior à sua morte.
De acordo com o relatório, agentes do FBI observaram que, por volta das 22h39 de 9 de agosto de 2019, o que parece ser uma figura vestindo uniforme laranja subiu em direção ao andar onde Epstein se encontrava. Ele foi encontrado sem vida às 6h30 do dia seguinte por um agente penitenciário que levava o café da manhã. Não houve determinação oficial do horário exato da morte.