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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO cantor e compositor Chico Buarque entrou com uma ação judicial contra o apresentador Ratinho e outras duas pessoas após declarações feitas em 15 de setembro, durante um programa de rádio. Segundo a coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, a 41ª Vara Cível do Rio de Janeiro determinou, na última quinta-feira (2), um prazo de cinco dias para que os acusados se retratem ou comprovem a veracidade do que foi dito.
Durante a transmissão, Ratinho afirmou: “Rico de esquerda é fácil. Chico Buarque de esquerda é fácil. Bebe champanhe, come caviar. O Caetano Veloso é de esquerda, mas come caviar, mora no Rio de Janeiro, lá numa puta duma… pega dinheiro da Lei Rouanet. Aí é fácil ser de esquerda”.
Chico Buarque, no entanto, nega qualquer favorecimento por meio da Lei Rouanet. Além de Ratinho, os youtubers Thiago Asmar e Samantha Cavalca (PP), vereadora de Teresina (PI), também são alvos do processo. Os advogados de Chico, João e Maria Isabel Tancredo, pedem indenização de R$ 50 mil para cada um dos três acusados.
O juiz Victor Agustin Cunha Jaccoud estabeleceu que os réus devem se retratar em cinco dias ou apresentar provas em juízo sobre as acusações, “notadamente quanto ao recebimento, pelo autor, de recursos públicos da Lei Rouanet ou das gestões do Partido dos Trabalhadores”. O magistrado também alertou: “Tudo sob pena de configurar crime de desobediência, o que, em tese, justificaria a prisão em flagrante”.
A fala de Ratinho ocorreu em meio às mobilizações contra a PEC da Blindagem e o PL da Anistia, em setembro. Poucos dias depois, Chico Buarque e Caetano Veloso participaram de um ato em Copacabana, no Rio de Janeiro, ao lado de nomes como Gilberto Gil, Djavan, Ivan Lins e Paulinho da Viola.
Procurados pela reportagem, Ratinho e Thiago Asmar não responderam. Já Samantha Cavalca declarou não ter sido notificada e afirmou estar à disposição da Justiça: “O compositor de ‘Cálice’ está querendo me calar? Típico da esquerda caviar que se diz a favor da democracia e adora censurar quem não pensa como eles. Quero aproveitar a oportunidade pra destacar que Chico Buarque provou que não precisamos regular as redes sociais, já estamos censurados mesmo. Triste fim para um compositor que tinha no currículo a luta pela liberdade de expressão”, disse à Folha de S.Paulo.

















































































