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O Governo Federal utilizou sua conta oficial na rede social X, na terça-feira (13), para esclarecer as regras do programa Bolsa Família após declarações feitas pela atriz Solange Couto durante o reality show Big Brother Brasil 26, da TV Globo.
A manifestação ocorreu após a repercussão de um relato feito pela participante no programa, no qual descreveu uma situação que poderia ser interpretada como um suposto incentivo para que adolescentes tivessem filhos em vez de continuar os estudos para acessar benefícios sociais. Solange não citou diretamente o nome do programa.
Na publicação, o governo afirmou que o Bolsa Família exige frequência escolar dos beneficiários menores de 18 anos que ainda não concluíram a educação básica. “O BBB voltou e tá na boca do povo. Mas ao contrário do que disseram no programa, o Bolsa Família não tira ninguém da escola. Na verdade os filhos menores de 18 que não concluíram a educação básica têm que estar matriculados e indo a 75% das aulas pro benefício ser pago”, informou o perfil oficial do Governo Federal.
Durante conversa com outros participantes do reality, Solange relatou um episódio que teria presenciado envolvendo uma adolescente e uma autoridade. “Vi uma pessoa de poder no país, essa distância que a gente está da porta, uma garota dizendo assim: ‘dona fulana, passei para a 5ª série, quero completar, aqui na cidade não tem’. A pessoa virou e disse assim para a menina, que tinha 13 ou 14 anos, não vou dizer o nome do benefício: ‘Você tem benefícios? Porque é melhor você ter filhos do que estudar’”, afirmou a atriz.
Diante da reação de incredulidade de outra participante, Solange reforçou o relato: “Eu vi, ninguém me contou, eu estava lá. Então, é muito difícil quando um adolescente diz que quer estudar e escuta de uma pessoa mais velha que é melhor que ela procrie por conta de benefício”.
O governo destacou ainda que o Bolsa Família estabelece como condição para o pagamento do benefício que crianças e adolescentes menores de 18 anos que não concluíram a educação básica mantenham frequência escolar mínima de 75%.