A Universidade de Sechenov anunciou no domingo (12) que os testes clínicos da vacina que está sendo desenvolvida na Rússia contra a covid-19 foram concluídos. A chefe da pesquisa, Elena Smolyarchuk, fez o anúncio  à agência de notícias russa TASS e afirmou que a pesquisa revelou que a vacina tem eficácia contra doença. Porém, de acordo com a lista da OMS a vacina está inclusa  como em “fase 1 de testes”.

Para que uma vacina ser distribuída, é necessário passar por três fases de testes. A 1° fase é a inicial, ou seja,  quando as empresas insistem em comprovar a segurança de suas vacinas em seres humanos; na segunda fase é fazer com que a vacina consiga estabelecer imunidade contra um vírus, na última fase do estudo, é a hora de comprovar a eficácia da vacina. Antes de finalizar a fase 3 é necessário que a vacina receba um registo sanitário. Por fim, a fase 4, disponibiliza a vacina para a população.

“A pesquisa foi concluída e mostrou que a vacina é segura. Os voluntários serão liberados nos dias 15 e 20 de julho”, declarou Smolyarchuk. Mesmo em alta, os voluntários ainda sim estarão sendo monitorados por seis meses para checar os efeitos da proteção.

De acordo com as informações do jornal russo Moscow Times, a intenção da Rússia é que a vacina já seja disponibilizada em agosto.

De tal forma, é provável que a vacina da Rússia não seja distribuída já em agosto, por estar somente na fase 1 de testes, de acordo com a OMS.

No começo de junho os testes clínicos começaram com 38 voluntários. No início deste mês, Smolyarchuk explicou alguns pacientes desenvolveram efeitos colaterais como dor de cabeça e temperatura alta — resolvidos em 24 horas, segundo ela.

De acordo com o monitoramento em tempo real da Universidade Johns Hopkins a Rússia é o quarto país mais afetado pela covid-19 no mundo.

Segundo com os dados levantados pela OMS, atualmente 158 vacinas estão sendo criadas e outras 23 já estão em fases de testes clínicos. No total, apenas duas estão na última fase de testes, sendo elas a versão da AstraZeneca com a Universidade de Oxford e a chinesa Sinovac.

Uma outra pesquisa revelou que as chances das prováveis candidatas para uma vacina dar certo é de 6 a cada 100 e a produção pode levar até 10,7 anos. As farmacêuticas e companhias em geral estão literalmente correndo atrás de uma solução rápida contra a covid-19.

Atualmente não existe medicamento ou vacina contra a covid-19 que tenha sido aprovado para uso regular, de modo que todos os tratamentos estão sendo considerados experimentais.