A potencial vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela empresa chinesa SinoVac Biotech que começará a ser testada em São Paulo na terça-feira pode estar disponível para a população, se tiver sua eficácia comprovada, já no início de 2021, disse nesta segunda-feira Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, que lidera o estudo com a candidata a vacina no Brasil.

“A partir do fechamento do estudo, que deverá acontecer em setembro, aí nós entramos na fase de acompanhamento. E a fase de acompanhamento é muito contínua, ela é muito próxima aos números que vão sendo produzidos. Então a qualquer momento, a partir daí, nós poderemos ter a abertura parcial do estudo que aí indique a sua eficácia”, afirmou ele em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

“Se esse estudo de fato for concluído antes do final deste ano —e é uma expectativa real— nós poderemos ter essa vacina disponível para a população brasileira já no início do próximo ano”, acrescentou.

 

De acordo com o diretor do Butantan, a tecnologia usada na potencial vacina da SinoVac —de vírus inativado— é conhecida do Butantan e também testada e aprovada internacionalmente. Ele afirmou, de 0 a 10, seu grau de otimismo com essa candidata a vacina é 11.

“Podemos ter aqui no Brasil a primeira vacina a ser usada em massa. E essa perspectiva em termos temporais é muito, muito favorável”, disse.

Na mesma entrevista, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse que os testes com a vacina chinesa no Brasil começarão na terça-feira no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, depois da chegada ao Brasil nesta segunda de 20 mil doses da vacina.

 

“A estimativa é de concluir todo o estudo da Fase 3 de testes da CoronaVac, a vacina contra o coronavírus, em até 90 dias”, disse Doria em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

“Quero lembrar que, se tivermos sucesso, como esperamos ter, a vacina será produzida aqui no Brasil no Instituto Butantan já no início do próximo ano”, acrescentou Doria.

O estudo da potencial vacina chinesa será liderado pelo Instituto Butantan em 12 centros de pesquisa de cinco Estados e do Distrito Federal, junto a 9 mil voluntários, que são profissionais da área de saúde. O início dos testes na terça se dará com a aplicação em 890 voluntários no HC da USP.

Por: Reuters