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Lava Jato denuncia corrupção em contratos da Petrobras

A Operação Lava Jato denunciou os executivos ligados à empresa dinamarquesa Maersk Wanderley Saraiva Gandra e Viggo Andersen por corrupção ativa e Eduardo Autran, ex-gerente-geral de Transportes Marítimos da Petrobras, por corrupção passiva e peculato.

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De acordo com os investigadores da força-tarefa, o esquema resultou em prejuízos na ordem de pelo menos US$ 31,7 milhões à estatal.

A denúncia, baseada na 70ª fase da operação Lava Jato, foi apresentada na quarta-feira (19). Segundo o Ministério Público Federal (MPF), os três eram responsáveis por um esquema de pagamento de propina em contratos de afretamentos de navios entre a estatal e a empresa.

O MPF explicou o esquema:

“Conforme investigado a partir de fatos retratados na colaboração premiada de Paulo Roberto Costa, entre 2006 e 2014, Andersen, como representante da Maersk no Brasil, ajustou comissões com a Maersk internacional no valor de 2,50% do valor dos afretamentos pagos pela Petrobras, a fim de que metade desse valor fosse repassada para a empresa Gandra Brokerage, empresa de Wanderley Gandra criada para intermediar os contratos de afretamento para a Maersk. Gandra, então, repassou a título de propina a metade (0,75%) para Costa. Em contrapartida, Costa forneceu à Maersk informações privilegiadas sobre as demandas da Petrobras no afretamento de navios de grande porte, além de praticar outros atos de modo a favorecer a contratação da Maersk pela estatal. Esse arranjo resultou no efetivo pagamento de pelo menos R$ 4.039.265,12, da parte de Andersen e Gandra, para Costa.

 

Já Eduardo Autran, enquanto gerente-geral de Transportes Marítimos e gerente executivo de Logística da Petrobras, atuou para o recebimento da vantagem indevida para Costa, seu superior, por meio da execução de ordens ilegais e tomadas de decisões administrativas deliberadamente prejudiciais à Petrobras, como apontado pela estatal em apuração interna. Além disso, Autran também atuou para subtração de recursos da Petrobras, em proveito próprio ou em benefício da Maersk, valendo-se da facilidade proporcionada pela condição de funcionário. Por meio de atos onerosos à Petrobras no contexto de relações comerciais de afretamento entre a estatal e a empresa dinamarquesa, gerou prejuízo estimado em US$ 23.000.000,00.”

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