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A Segunda Turma do STF formou maioria nesta terça-feira (06) para condenar o ex-senador Vladimir Raupp por corrupção e lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Lava Jato.

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O político está sendo indiciado por pedir R$ 500 mil a Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, para sua campanha em 2010. O dinheiro foi depositado pela Queiroz Galvão para o MDB de Rondônia.

A pena só será definida após os votos sobre o mérito da acusação.

A ministra Cármen Lúcia destacou ao dar seu voto que o ex-senador tinha um “sistema espúrio de pagamento de propina, o que não se confunde com a atuação de atores políticos lícitos no Estado Democrático de Direito”

“Ressalto haver diferença entre esse caso e doações eleitorais regulares, pois o que se vislumbra, nas delações e nos elementos de prova de corroboração, seria a mercancia da influência política do então senador em sistema espúrio de pagamento de propina, o que não se confunde com a atuação de atores políticos lícitos no Estado Democrático de Direito, que se dão nos limites das regras gerais vigentes. A Queiroz Galvão não tinha interesse legítimo em apoiar a candidatura, tendo doado a pedido de Paulo Roberto Costa, interessado em seu apoio politico junto ao MDB para continuar no cargo”, afirmou a ministra.

O julgamento teve início no começo de junho e foi retomado apenas hoje. Antes de Cármen Lúcia, os ministros Edson Fachin e Celso de Mello votaram pela condenação de Raupp, enquanto Ricardo Lewandowski votou pela absolvição.

*Matéria ainda está em atualização

 
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