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Mais de 100 jogadoras de futebol de 24 países assinaram uma carta dirigida à FIFA solicitando o cancelamento do patrocínio da gigante petrolífera saudita Aramco. As atletas consideram o acordo, firmado para as Copas do Mundo masculina de 2026 e feminina de 2027, um “golpe no estômago” para o esporte. O contrato foi anunciado em abril deste ano.
As jogadoras afirmam que o fim da parceria é crucial por razões humanitárias e ambientais, acusando a Arábia Saudita de utilizar o futebol como uma forma de “lavar sua imagem” internacional. “Como jogadoras de futebol, temos a responsabilidade de mostrar ao mundo e à próxima geração o que é certo. A FIFA sempre proclama que quer que o futebol seja inclusivo e dê o exemplo. Se sim, deve se alinhar com patrocinadores que também dão o exemplo”, declarou Vivianne Miedema, atacante do Manchester City.
A FIFA, em resposta, destacou que “valoriza sua parceria com a Aramco” e que as receitas geradas pelo patrocínio foram reinvestidas no futebol feminino em todos os níveis. Segundo o jornal The Times, essas receitas chegam a 90 milhões de euros por ano, embora a FIFA não tenha detalhado os valores.
As jogadoras citam preocupações relacionadas à reputação da Arábia Saudita, que é frequentemente criticada por violações de direitos humanos, incluindo abusos contra os direitos das mulheres e a criminalização da homossexualidade. A carta enfatiza que a Arábia Saudita tem investido bilhões de dólares em eventos esportivos como parte de sua estratégia “Visão 2030”, que visa diversificar a economia do reino e diminuir a dependência do petróleo.
Gianni Infantino, presidente da FIFA, comentou na época do anúncio do patrocínio que este acordo ajudaria a organização a realizar suas competições mais importantes nos próximos quatro anos, além de apoiar as 211 federações ao redor do mundo. O patrocínio da Aramco também se estende ao Campeonato do Mundo de 2034, que será sediado na Arábia Saudita.
Com o crescente clamor por uma maior responsabilidade social no esporte, a pressão sobre a FIFA e a Aramco deve aumentar à medida que a competição se aproxima. As jogadoras esperam que a situação traga uma reflexão mais profunda sobre a ética no financiamento do esporte.