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Poucas semanas depois do achado de dispositivos ilegais em vários carros durante o Grande Prêmio do Brasil, que deixou a Fórmula 1 em alerta, o GP de Las Vegas voltou a acender os sinais de alerta por possíveis “irregularidades” por parte das equipes. Segundo o portal especializado The Race, duas equipes, não reveladas publicamente, teriam recebido advertências por ultrapassarem os limites de temperatura dos pneus no circuito urbano dos Estados Unidos. O site informou que a ação foi intencional e não um erro, obrigando a FIA a reforçar a fiscalização durante toda a corrida. Mercedes e Alpine já estavam sob investigação por outros motivos, que tiveram impacto menor.
No GP de Las Vegas de 2025, a Direção de Prova alertou as equipes sobre o uso de métodos para aquecer os pneus além do limite permitido antes de irem à pista, após a identificação de infrações nos últimos treinos. O clima frio e a dificuldade de gerar temperatura nos pneus no traçado americano — situação que se repetiu nas duas edições anteriores — levaram as equipes a buscar estratégias para maximizar o aquecimento das borrachas antes da largada.
Os pneus são aquecidos em mantas térmicas para atingir a temperatura ideal antes de serem colocados no carro, garantindo melhor aderência ao asfalto e aquecimento mais rápido. As regras atuais determinam que os pneus slicks (macios, médios e duros) só podem ser aquecidos até 70°C nas duas horas que antecedem a sessão.
De acordo com o The Race, durante a fase final do treino livre 3 (FP3), ao trocarem os pneus intermediários pelos macios, duas equipes ultrapassaram o limite de temperatura permitido. “Segundo o procedimento padrão da FIA, os times foram notificados sobre os resultados e informados que, caso esses pneus fossem usados em pista em seu estado atual — acima do limite —, isso configuraria violação do regulamento. Para evitar problemas, os pneus precisavam ser resfriados ou substituídos por um jogo alternativo (médio ou duro)”, detalhou o portal.
A identidade das equipes não foi revelada, mas a detecção de duas infrações aumentou a vigilância durante o restante do fim de semana. Há tempos se sabe que equipes exploram os limites do regulamento em aquecimento de pneus, inclusive usando tecnologias “exóticas” para superar a temperatura máxima permitida. Um responsável por uma equipe declarou, antes da classificação em Las Vegas, que o excesso de temperatura foi resultado de “uma decisão deliberada para ultrapassar os limites”, segundo o The Race.
A FIA possui procedimentos específicos para monitorar o cumprimento das normas, com verificações periódicas dos pneus antes do uso, utilizando pistolas de calor para medir a temperatura da banda de rodagem, em vez de depender apenas das mantas térmicas.
No GP de Las Vegas, a Alpine recebeu multa por falha no procedimento de devolução dos pneus de Franco Colapinto. Mercedes também foi alvo de atenção por um “problema de segurança informática” que impediu a apresentação da documentação de configuração dos carros antes da classificação, violando os protocolos, embora rumores de desclassificação não tenham se concretizado.
O episódio em Las Vegas se soma ao fim de semana em Interlagos, onde diversas equipes foram notificadas pela presença de dispositivos ilegais nos carros, que alteravam o comportamento dos patins de titânio obrigatórios na parte inferior dos carros. O delegado técnico Jo Bauer detectou e ordenou a remoção dessas peças, que podiam modificar o desgaste do assoalho, afetando desempenho e cumprimento do regulamento técnico.
O regulamento exige que os três elementos do patim sejam fabricados em liga de titânio segundo padrões específicos, alinhados com a régua de madeira e com espessura mínima, para evitar desclassificação. Em Interlagos, alguns carros circulavam em altura incomum sem desgaste excessivo, levantando alertas e motivando a investigação após a corrida Sprint.