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O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negou nesta quarta-feira (14) o recurso do São Paulo Futebol Clube (SPFC) e manteve o formato híbrido para a votação do processo de impeachment do presidente Julio Casares. Com isso, os conselheiros poderão participar da sessão marcada para sexta-feira (16) presencialmente ou de forma remota.
A decisão foi tomada pela juíza Mônica Rodrigues Dias de Carvalho, da 1ª Câmara de Direito Privado, que indeferiu o pedido do clube para que a votação ocorresse exclusivamente de forma presencial, conforme defendia a defesa de Casares. O pedido contestava a liminar favorável ao modelo híbrido, concedida na segunda-feira (12).
Para que a sessão seja válida, é necessário que 75% dos 254 integrantes do Conselho Deliberativo estejam presentes, seja presencialmente ou online. Caso o processo avance, o impeachment só será aprovado com 171 votos favoráveis, o equivalente a dois terços do total de conselheiros.
A disputa judicial começou depois que conselheiros da oposição questionaram a decisão do presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres de Abreu Júnior, que havia determinado que a votação fosse realizada somente de forma presencial. O grupo argumentou que a medida limitaria a participação dos membros do órgão.
Sessão marcada
A reunião que definirá a permanência de Julio Casares na presidência do São Paulo está marcada para sexta-feira (16), às 18h30, na sede do clube, no Morumbi. Com a decisão do TJ-SP, os conselheiros terão a liberdade de escolher entre participar presencialmente ou remotamente, garantindo maior flexibilidade e participação no processo decisório.