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Um jogador da Premier League teria confrontado seu clube depois de se sentir “preocupado” com a possibilidade de ser “percebido como gay” após aparecer duas vezes na capa do programa oficial do time durante o período da campanha Rainbow Laces.
A situação ocorre no contexto do lançamento de uma nova iniciativa da Premier League para promover a inclusão LGBTQ+ neste mês. A principal divisão do futebol inglês encerrou recentemente sua parceria de longa data com a campanha Rainbow Laces, organizada pela ONG Stonewall.
Com a mudança, capitães de clubes não serão mais obrigados a usar braçadeiras com temática LGBTQ+ ou arco-íris. Além disso, os jogadores não precisarão vestir camisetas de aquecimento temáticas nem utilizar cadarços coloridos em seus calçados. No lugar disso, há a possibilidade de introdução de uma bola de futebol temática, segundo informações do jornal The Athletic. Embora a bola ainda não esteja prevista para esta temporada, há expectativa de que seja lançada na próxima.
A alteração na campanha ocorre após alguns jogadores da Premier League e da EFL demonstrarem resistência em participar das ações. Na temporada passada, o Manchester United desistiu de usar um casaco da Adidas em apoio à comunidade LGBTQ+ antes de uma partida contra o Everton, depois que Noussair Mazraoui se recusou a vesti-lo.
Além disso, Sam Morsy, capitão do Ipswich Town e praticante da fé muçulmana, optou por não usar a braçadeira arco-íris na última temporada devido às suas crenças religiosas.
O The Athletic revelou que um jogador chegou a apresentar uma queixa formal ao seu clube após aparecer na capa do programa oficial em dois anos consecutivos durante o Rainbow Laces. Segundo a reportagem, ele temia que sua participação fosse interpretada como uma declaração sobre sua orientação sexual, em vez de um ato de apoio à causa.
A campanha, que contará com apoio da agência de marketing londrina Nomad Studio, também visa fortalecer os sistemas de suporte e a infraestrutura para jogadores e funcionários das equipes, tanto da primeira equipe quanto das categorias de base, que precisem de assistência em questões relacionadas à comunidade LGBTQ+.