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🧡 Ver Ofertas na ShopeeProfessor brasileiro de jiu-jítsu é preso pela imigração nos EUA; alunos e pais fazem campanha por libertação
Thiago Brito, de 34 anos, foi detido no Aeroporto da Filadélfia em 24 de julho enquanto viajava para acompanhar alunos em um campeonato. Crianças escreveram cartas e uma campanha arrecadou mais de US$ 28 mil para custear sua defesa.
O professor brasileiro de jiu-jítsu Thiago Brito, de 34 anos, foi preso por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE) no dia 24 de julho, no Aeroporto Internacional da Filadélfia, na Pensilvânia. Ele foi detido quando embarcava para Orlando, na Flórida, onde acompanharia alunos no Pan Kids, um dos principais torneios da modalidade.
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Desde a detenção, alunos e familiares do brasileiro têm publicado mensagens pedindo sua libertação nas redes sociais com a hashtag #FreeProfessorThiago.
Natural de SP, professor vive nos EUA há dez anos
Natural de São Paulo, Thiago vive nos Estados Unidos há cerca de dez anos e ensina jiu-jítsu para crianças e adolescentes. Faixa-preta e premiado em competições nacionais e internacionais ao longo de duas décadas de carreira, ele entrou no país com visto de turista (categoria B2) após receber um convite para atuar como treinador.
Segundo familiares, ele tentou regularizar sua situação migratória por meio de um pedido de autorização de trabalho, mas a solicitação foi negada.
Alunos e pais se mobilizam
Estudantes compartilharam relatos emocionados sobre a importância do professor em suas vidas. Um adolescente de 14 anos afirmou que vê o treinador como uma referência, enquanto uma aluna de 9 anos escreveu que ele sempre a ensinou a aprender com os próprios erros, pedindo seu retorno para continuar treinando a equipe.
Pais de alunos também aderiram à mobilização. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Rhianon Kearns, mãe de um dos estudantes, afirmou que a contribuição do brasileiro para a comunidade é maior do que a de muitos cidadãos nativos:
“Thiago tem sido absolutamente importante nas nossas vidas. Ele esteve com nossos filhos seis dias por semana nos últimos cinco anos. Conhece muito mais as crianças dessa comunidade do que muitas pessoas que nasceram aqui. Fez mais por esta comunidade do que a maioria dos nativos.”
Arrecadação para defesa e transferência para presídio
Uma campanha de arrecadação para custear os gastos com a defesa de Thiago já havia reunido mais de US$ 28 mil (cerca de R$ 143 mil) até esta segunda-feira (3), com a meta de alcançar US$ 35 mil.
Após a prisão, o brasileiro foi levado ao Centro Federal de Detenção da Filadélfia e, posteriormente, transferido para o Moshannon Valley Processing Center, uma unidade destinada a imigrantes em Philipsburg, também na Pensilvânia. De acordo com parentes, ele relatou ter sido transportado algemado nas mãos e nos pés, apesar de estar classificado pelas autoridades como um detento de baixa periculosidade.
Contexto de endurecimento migratório
O caso ocorre em meio ao endurecimento da política migratória do governo do presidente Donald Trump. Nas últimas semanas, o ICE ampliou as operações em aeroportos americanos — inclusive em voos domésticos —, intensificando a detenção de imigrantes com vistos vencidos.
Em julho, mais de 46 mil pessoas foram mantidas sob custódia da polícia de imigração dos EUA, o equivalente a cerca de 1.500 prisões por dia. A meta estabelecida pelo governo americano é elevar esse número para 2.000 detenções diárias.


















































































