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🧡 Ver Ofertas na ShopeeA ministra Cármen Lúcia, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cobrou uma resposta do governo federal sobre um grave caso de racismo envolvendo a ministra Vera Lúcia Santana de Araújo, vice-diretora da Escola Judiciária Eleitoral (EJE/TSE). Vera Lúcia teria sido destratada e impedida de entrar no auditório da Advocacia-Geral da União (AGU), mesmo após se identificar como ministra substituta do TSE.
O incidente ocorreu na última sexta-feira (16), quando Vera Lúcia compareceu ao local na condição de convidada para palestrar no 25º Seminário Ética na Gestão, Prevenção e Enfrentamento do Assédio e da Discriminação, da Comissão de Ética da Presidência da República – ironicamente, um evento sobre o tema da discriminação.
“Racismo é crime, etarismo é discriminação. É inconstitucional, imoral e injusto qualquer tipo de tratamento em razão de qualquer critério que não seja o da dignidade da pessoa humana”, declarou Cármen Lúcia, visivelmente indignada, na abertura da sessão do TSE nesta terça-feira (20). “Atinge a Justiça Eleitoral como um todo e aos brasileiros e brasileiras. Nós fazemos campanhas permanentes pela inclusão, pela igualdade, pela possibilidade de ninguém passar por tratamento como esse”, acrescentou.
A presidente do TSE reforçou a necessidade de uma reação firme. “Isso não pode persistir sem que haja reação. E o Direito brasileiro dá todos os instrumentos para reagir contra esse tipo de comportamento. Todo ser humano merece respeito em sua dignidade. Não há como se compadecer desses comportamentos”, completou.
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AGU Pede Desculpas e Promete Providências
Cármen Lúcia informou que oficiou o presidente da Comissão de Ética da República para relatar o ocorrido e cobrou providências à própria AGU. Em resposta, o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, enviou sua assessora especial de Diversidade e Inclusão, Cláudia Trindade, com um pedido formal de desculpas que foi lido durante a sessão do TSE.
Apesar da ofensa, a ministra Vera Lúcia Santana de Araújo conseguiu entrar e participou do painel “Mecanismos de Prevenção e Enfrentamento do Assédio e da Discriminação”. Cláudia Trindade também informou que providências já estão sendo tomadas em relação ao ocorrido, e a AGU enviou um ofício ao TSE se solidarizando com a ministra.





















































