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Uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) identificou irregularidades nos gastos da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) com viagens entre 2023 e 2024, que somaram R$ 16,7 milhões. Entre as despesas apontadas estão a compra de passagens aéreas de última hora, que elevaram os custos da agência.
O levantamento, divulgado pelo portal Metrópoles, analisou 6.178 viagens realizadas no período e destacou a falta de planejamento e transparência nos deslocamentos. Aproximadamente R$ 4,1 milhões, equivalentes a 25% do total, foram gastos com viagens internacionais.
O relatório da CGU ressalta que, mesmo diante da redução do orçamento da ANTT entre 2021 e 2024, a agência destinou 1% de seus recursos em 2022 exclusivamente para viagens, o que pode ter impactado outras atividades essenciais.
A auditoria também apontou uma discrepância significativa na alocação de recursos: os deslocamentos internacionais consumiram 64% do orçamento destinado à fiscalização, função central da ANTT.
Além disso, 53% das passagens adquiridas entre 2022 e 2024 foram compradas em caráter urgente, elevando os custos. Das 35 viagens revisadas detalhadamente pela CGU, 33 (94%) ocorreram às pressas, sem justificativa clara.
O relatório recomenda que a ANTT adote um planejamento mais eficiente na compra de passagens, buscando descontos junto às companhias aéreas. O documento também destaca a atuação de Rafael Vitale, ex-diretor-geral da agência, que passou 191 dias em viagens internacionais entre 2021 e 2024, o maior período registrado no órgão.
Segundo a auditoria, Vitale ainda indicou incorretamente duas funcionárias terceirizadas como servidoras em uma viagem à China, comprometendo o processo de seleção e prejudicando 13 servidores de carreira que aguardavam a oportunidade de participar do programa de qualificação.