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Os Correios informaram nesta terça-feira (2) que não irão prosseguir com um empréstimo de R$ 20 bilhões destinado a financiar o plano de reestruturação da estatal. A decisão ocorre após o Tesouro Nacional reprovar a taxa de juros de 136% do CDI — equivalente a cerca de 18% ao ano, considerando a Selic em 15% — para operações com garantia do governo federal.
“A Diretoria Executiva dos Correios segue trabalhando, em conjunto com os ministérios, na avaliação de alternativas que reforcem a liquidez imediata da empresa, assegurando o andamento das iniciativas necessárias para a recuperação financeira da estatal“, comunicou a empresa.
O cancelamento foi decidido após reunião entre o presidente da estatal, Emmanoel Rondon, e representantes do Ministério da Fazenda. Segundo a nota, a operação foi considerada de custo elevado e, por isso, não recebeu autorização do Tesouro.
O empréstimo havia sido aprovado pelo Conselho de Administração dos Correios na última sexta-feira (28) e era considerado peça central do plano de reestruturação apresentado em 21 de novembro. O plano prevê medidas como fusões e aquisições, reorganizações societárias, venda de ativos e imóveis — com potencial de arrecadar até R$ 1,5 bilhão —, além da redução de até mil pontos de atendimento deficitários e revisão de gastos com pessoal.
Apesar de ter registrado lucro recorde de R$ 2,2 bilhões em 2021, os Correios enfrentam dificuldades financeiras devido à falta de investimentos estruturais nos últimos anos, o que comprometeu a adaptação da estatal à nova dinâmica econômica pós-pandemia. Nos últimos quatro anos, as despesas da empresa cresceram 6%.