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Centenas de pessoas se manifestaram na madrugada desta quarta-feira (2) em frente ao Congresso argentino contra sessão questionada. O presidente da Câmara dos Deputados na Argentina, Sergio Massa, considerou ilegal a presença de 90 deputados do partido “Juntos pela Mudança” que comparecerem ao Congresso e estendeu ilegalmente sessões por videoconferência, o que trouxe enormes “facilidades” ao partido no poder para minimizar a ação da oposição. Massa é ligado ao presidente de esquerda, Alberto Fernández e da vice Cristina Kirchner. 

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Ontem, a Câmara dos Deputados teve que votar um projeto de assistência ao turismo, mas o foco da noite acabou sendo a extensão da  modalidade virtual das sessões parlamentares. Essa modalidade foi votada a favor de todo o bloco Juntos pela Mudança no início da pandemia do novo coronavírus, mas agora os deputados da oposição querem impedir que a Reforma Judicial seja votada em sessão virtual, por considerarem uma ambiciosa reforma.

Os arredores do complexo foram cercados por vários grupos que mostraram sua indignação com a manobra do partido do governo.

“Estamos aqui para uma manifestação que nos parece legítima, uma vez que eles deveriam estar em sessão com outros blocos . Eles não permitem porque consideram que o protocolo parlamentar é automaticamente estendido”, disse um manifestante ao TN.

O principal grupo de oposição anunciou que irá a tribunal para contestar a sessão e também o protocolo. 

A hastag #GolpedeEstadoK está entre os assuntos mais comentados do mundo, conforme mostra a ferramentar trends.24.in desde ontem (1). Na rede social, internautas fazem um apelo para que o chamado poder do povo seja respeitado, já que muitos não querem na Argentina uma situação semelhante à que vive a Venezuela.

Até agora, a situação continua tensa fora do parlamento de Buenos Aires, enquanto as pessoas continuam se manifestando e esperando por uma resposta clara ao que está acontecendo. Os protestos foram realizados pacificamente com pessoas que vivem nas proximidades do Congresso. Eles afirmam que a democracia deve ser respeitada e uma nova ditadura não pode ser estabelecida naquele país. Por sua vez, o Presidente Alberto Fernández não fez nenhuma declaração a respeito.

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