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O Conselho de Segurança da ONU aprovou, na segunda-feira, uma resolução sobre a Ucrânia que contou com o apoio da Rússia e não incluiu nenhuma crítica à agressão de Moscou, no terceiro aniversário da invasão.
A resolução obteve 10 votos a favor e nenhum contra, mas cinco abstenções, incluindo França e Reino Unido, que poderiam ter vetado o texto. A resolução se limita a “implorar um rápido fim do conflito” sem culpar a Rússia e “urgir por uma paz duradoura”.
A sessão foi precedida por discursos enérgicos do Reino Unido e da França sobre a necessidade de diferenciar agressor e agredido na Ucrânia, e a exigência de que a resolução incluísse o respeito à integridade territorial e soberania da Ucrânia. No entanto, ambos os países optaram pela abstenção, assim como os demais europeus (Dinamarca, Eslovênia e Grécia).
Houve tentativas dos cinco países e da Rússia de introduzir emendas no texto dos Estados Unidos, mas nenhuma obteve os nove votos necessários.
A derrota dos Estados Unidos na Assembleia na manhã de segunda-feira, quando o texto foi “descafeinado” por emendas pró-Ucrânia, foi parcialmente revertida pela aprovação da resolução à tarde.
A resolução dos Estados Unidos teve pouco tempo para ser negociada entre os 15 membros do Conselho, pois foi anunciada na noite de sexta-feira. França e Reino Unido pediram tempo até terça-feira para negociar novas mudanças, mas os diplomatas americanos se recusaram.
Os eventos de segunda-feira expuseram as divergências entre os Estados Unidos e seus aliados europeus, que já enfrentam tensões em outras questões, como tarifas, reivindicações territoriais (Groenlândia) e interferências políticas.
Em 2022 e 2023, as votações em favor da Ucrânia foram esmagadoras, alcançando 141 votos favoráveis (dos 193 membros da ONU) em ambas as ocasiões. No entanto, os eventos de segunda-feira demonstram que o apoio à Ucrânia está diminuindo fora da União Europeia, onde ainda existem dissidentes pró-Rússia, como a Hungria.