🔥 Confira os Produtos Mais Vendidos desta Quinta-feira (16) no Mercado Livre
🛍️ Ver Ofertas no Mercado Livre🔥 Confira os Produtos Mais Vendidos desta Quinta-feira (16) na Shopee
🧡 Ver Ofertas na ShopeeO Reino Unido deve reconhecer oficialmente o Estado da Palestina em setembro, antes da Assembleia Geral da ONU, caso Israel não cumpra uma série de exigências impostas pelo governo britânico. A informação foi confirmada nesta terça-feira (29) pelo primeiro-ministro Keir Starmer, após uma reunião de emergência de seu Conselho de Ministros.
Entre as condições apresentadas por Londres estão o fim da “situação catastrófica” na Faixa de Gaza, a decretação de um cessar-fogo e o compromisso de que Israel não tentará anexar a Cisjordânia. Starmer também exigiu que o governo israelense se envolva de forma concreta em um processo de paz que leve à solução de dois Estados, com um Estado israelense e um palestino coexistindo lado a lado.
“Hoje posso confirmar que o Reino Unido reconhecerá o Estado da Palestina em setembro, antes da Assembleia Geral da ONU, a menos que Israel tome medidas substanciais para encerrar a crise humanitária em Gaza, aceite um cessar-fogo e se comprometa com uma solução duradoura baseada na coexistência dos dois Estados. Isso também inclui permitir que a ONU envie ajuda humanitária e deixar claro que não haverá anexação da Cisjordânia”, declarou Starmer em coletiva de imprensa.
Sobre a situação em Gaza, o primeiro-ministro britânico afirmou que o mundo assiste a imagens que “ficarão marcadas para sempre” e pediu que as autoridades israelenses “cessem o sofrimento”. Ele defendeu que ao menos 500 caminhões com ajuda humanitária entrem diariamente na Faixa de Gaza. Starmer afirmou ter discutido o tema com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante um encontro na Escócia.
Apesar de reforçar que a criação de um Estado Palestino sempre foi apoiada pelo Reino Unido, Starmer destacou que a solução de dois Estados “está sob pressão como nunca antes” e corre sério risco.
O líder britânico também enviou um recado direto ao grupo Hamas, a quem pediu o desarmamento, a adesão ao cessar-fogo e o reconhecimento de que não terá qualquer papel em um eventual governo futuro na Faixa de Gaza.
A declaração de Starmer ocorre após crescente pressão interna: mais de um terço dos parlamentares do Partido Trabalhista e membros importantes do seu gabinete, como o ministro da Saúde Wes Streeting, pediram publicamente que o governo reconheça o Estado da Palestina.
Nesta terça-feira, dezenas de manifestantes se reuniram em frente à residência oficial do premiê, em Downing Street, exigindo o reconhecimento imediato da Palestina e uma postura mais firme contra as ações militares de Israel em Gaza.
O Reino Unido poderá se tornar uma das principais potências ocidentais a reconhecer o Estado Palestino, após o anúncio do presidente francês Emmanuel Macron de que a França deve fazê-lo também em setembro. Outros países europeus, como Espanha, Noruega e Irlanda, já formalizaram esse reconhecimento ao longo de 2024.






















































