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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO enviado especial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desembarcou nesta quarta-feira (6) em Moscou para uma visita diplomática de alto nível. Steve Witkoff foi recebido pelo presidente russo, Vladimir Putin, dois dias antes do fim do prazo estabelecido pela Casa Branca para que a Rússia interrompa sua ofensiva militar na Ucrânia.
A visita ocorre em um momento de forte tensão entre Washington e Moscou. Trump já havia alertado que novas sanções seriam impostas caso o Kremlin não apresentasse sinais concretos de cessar o conflito. “Vamos ver o que acontece”, disse o presidente norte-americano na terça-feira. “Tomaremos essa decisão no momento certo.”
Embora a Casa Branca não tenha confirmado previamente um encontro entre Witkoff e Putin, autoridades americanas lembraram que os dois já haviam se reunido em outras ocasiões. O conteúdo das conversas ainda não foi divulgado, mas fontes do governo dos EUA classificaram a visita como uma tentativa “de última hora” para evitar a imposição de novas penalidades econômicas.
Do lado russo, o Kremlin indicou disposição para o diálogo. “Consideramos essas conversas importantes, substanciais e úteis”, declarou o porta-voz Dmitri Peskov na segunda-feira. “Valorizamos os esforços dos Estados Unidos para pôr fim ao conflito.”
O deslocamento de Witkoff acontece em meio a novas advertências de Washington sobre a aplicação de possíveis “tarifas secundárias” que podem atingir não apenas a Rússia, mas também parceiros comerciais como China e Índia. Segundo fontes do Departamento do Tesouro, a meta é conter os fluxos de exportação russos que permanecem ativos, apesar das sanções em vigor.
Na semana passada, Trump assinou uma ordem executiva classificando as ações recentes do governo russo como uma “ameaça incomum e extraordinária” à segurança nacional, à economia e à política externa dos Estados Unidos. O texto também considerou “injustificadas” as acusações do Kremlin contra a Ucrânia e criticou a falta de avanços rumo a um cessar-fogo.
O conflito, que já dura mais de três anos, permanece sem perspectivas de resolução. Três rodadas de negociações realizadas em Istambul fracassaram. A Rússia exige que a Ucrânia reconheça sua soberania sobre quatro regiões ocupadas e abandone o plano de adesão à OTAN. Kiev, por sua vez, exige o fim imediato da ofensiva e a retirada total das tropas russas.
Na terça-feira, Trump voltou a expressar insatisfação com a continuidade da guerra. Questionado sobre qual seria a mensagem levada por Witkoff a Moscou, afirmou: “Há algo que a Rússia pode fazer para evitar as sanções? Sim, chegar a um acordo em que as pessoas parem de morrer.”
A movimentação diplomática ocorre pouco após o presidente americano confirmar o envio de dois submarinos nucleares “para a região”, em resposta a declarações do ex-presidente russo Dmitry Medvedev. Não foram revelados detalhes sobre a localização ou capacidade ofensiva dos submarinos.
De Moscou, o porta-voz Dmitri Peskov reagiu com cautela. “A Rússia presta muita atenção à não proliferação nuclear. Acreditamos que todos devem ser extremamente cautelosos com a retórica nuclear”, afirmou na segunda-feira.
A missão de Witkoff deve durar pelo menos dois dias. A decisão final de Trump sobre as novas sanções dependerá, segundo o próprio presidente, do resultado das reuniões em solo russo.
Com informações da AFP.




















































