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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO Tribunal Constitucional da Tailândia destituiu nesta sexta-feira (29) a primeira-ministra Paetongtarn Shinawatra, acusada de “negligência ética grave” após críticas ao Exército durante uma conversa com o ex-primeiro-ministro do Camboja, Hun Sen, em meio a um conflito entre os dois países. Paetongtarn já estava suspensa do cargo desde 1º de julho.
A decisão também implica na destituição de todo o Conselho de Ministros, atendendo a um pedido de 36 senadores, que solicitaram que a corte analisasse o conteúdo da conversa, alegando desonestidade e quebra grave de ética.
O diálogo, vazado em 15 de junho, mostrou a premiê criticando o general Boonsin Padklang, responsável pelo comando militar em parte da fronteira com o Camboja, acusando-o de atrapalhar esforços para reduzir a tensão.
Após a sentença, Paetongtarn declarou que sua fala não teve intenção de desmerecer os militares.
— “Em primeiro lugar, por respeito ao sistema judicial, aceito humildemente o veredicto. Como tailandesa, confirmo minha sinceridade e minhas verdadeiras intenções para com o país. Não houve nada na conversa que me beneficiasse pessoalmente” — afirmou na sede do governo.
Ela também reforçou que seu objetivo era proteger vidas:
— “O que sempre valoro é a vida das pessoas, dos soldados e dos civis, e estava decidida a fazer o que fosse necessário para preservá-las.”
A queda de Paetongtarn marca mais um episódio de instabilidade na política tailandesa. Filha do ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, deposto pelos militares em 2006, ela assumiu o cargo em agosto do ano passado, tornando-se a premiê mais jovem da história do país, com apenas 38 anos.
Na semana passada, Thaksin conseguiu se livrar de uma acusação de lesa-majestade, que poderia resultar em até 15 anos de prisão por supostas ofensas à monarquia — processo que acabou sendo arquivado.
A destituição de Paetongtarn acontece menos de um ano após a queda de seu antecessor, Srettha Thavisin, também afastado pelo Tribunal Constitucional. Srettha liderava uma frágil coalizão conservadora e pró-militar, formada em 2023 para barrar o Partido Avançar, de orientação progressista, que havia vencido as eleições prometendo reformas profundas nas instituições do país — incluindo mudanças na tradicionalmente intocável monarquia tailandesa.
Agora, o Parlamento deve convocar uma sessão de emergência para definir um sucessor interino.
Com informações da EFE






















































