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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (25) no Salão Oval que não permitirá que Israel avance com a anexação da Cisjordânia, proposta por figuras de extrema direita dentro do gabinete israelense. A declaração ocorre em meio a tensões diplomáticas decorrentes do reconhecimento do Estado Palestino por diversos países ocidentais, o que gerou ameaças de anexação territorial por setores do governo israelense.
“Não permitirei que Israel anexe a Cisjordânia”, disse Trump a jornalistas na Casa Branca, acrescentando: “Isso não vai acontecer, já tivemos o suficiente”. A declaração foi feita em resposta a perguntas sobre se, durante a recente Assembleia Geral da ONU, o presidente teria prometido a líderes árabes impedir qualquer ação anexionista.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, tem reiterado sua oposição à criação de um Estado palestino e enfrenta pressão interna de membros de seu gabinete que propõem a anexação da Cisjordânia como resposta ao reconhecimento do Estado Palestino por países como Reino Unido, França, Canadá e Austrália.
Trump confirmou aos correspondentes que alertou Netanyahu para não avançar nesse sentido: “Não vou permitir”.
Durante o mesmo encontro com a imprensa, Trump demonstrou otimismo quanto à possibilidade de um acordo de cessar-fogo em Gaza.
“Hoje conversamos com Bibi Netanyahu e com todos os líderes do Oriente Médio, e estamos bastante próximos de alcançar um acordo sobre Gaza e talvez até mesmo a paz”, afirmou o presidente americano, indicando um possível avanço diplomático na região. Fontes do governo israelense informaram que Netanyahu deve visitar a Casa Branca na próxima segunda-feira.
A situação ocorre em meio à crescente pressão internacional contra Israel, após sua ofensiva militar em Gaza em resposta aos ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023.
Trump reiterou que mantém contato com líderes da região para buscar uma solução que inclua a libertação simultânea de todos os reféns mantidos pelo Hamas: “Muita gente está morrendo, mas queremos que os reféns voltem. Não queremos que um volte esta semana, outro em dois meses e mais três depois. Queremos que todos voltem de uma só vez”.
O presidente também comentou sobre uma “grande” reunião com líderes árabes e islâmicos durante a Assembleia Geral da ONU, na qual discutiram possíveis soluções para o conflito e um plano pós-conflito para Gaza. “Mantivemos um encontro muito positivo com representantes dos países mais poderosos do Oriente Médio, e acredito que estamos próximos de um acordo”, disse.
Apesar de dez países, incluindo Alemanha, terem adotado posições diferentes sobre o conflito — com alguns reconhecendo o Estado Palestino e outros suspendendo exportações militares a Israel —, Estados Unidos e Israel continuam rejeitando tais reconhecimentos. A União Europeia avalia possíveis sanções e tarifas contra Israel, enquanto crescem os apelos para boicotar atividades esportivas e culturais relacionadas ao país, e o turismo israelense enfrenta rejeição em algumas regiões.
As declarações de Trump sobre a Cisjordânia representam uma mudança na política americana na região, ao estabelecer limites explícitos ao principal aliado de Washington no Oriente Médio, em um momento de alta tensão diplomática e expectativa por avanços em direção a um cessar-fogo em Gaza.
(Com informações de AFP, AP e EFE)




















































