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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO regime do Irã executou mais de 1.000 pessoas apenas em 2025, o que representa o número mais alto de execuções anuais registrado pela Anistia Internacional em pelo menos quinze anos, segundo relatório divulgado nesta sexta-feira (26). A marca supera os 975 casos reportados durante todo o ano de 2024, de acordo com estatísticas da ONU e de outras entidades internacionais de direitos humanos.
De acordo com o relatório, nos primeiros nove meses de 2025, o número de execuções já ultrapassou a totalidade de 2024. Essa escalada se dá em um contexto de forte repressão estatal após os protestos do movimento “Mulher, Vida, Liberdade” em 2022, e vem acompanhada de um aumento contínuo de sentenças de morte por delitos relacionados a drogas e, mais recentemente, por acusações de colaboração com países considerados inimigos.
Pena de Morte como Ferramenta de Repressão e Repúdio Internacional
Heba Morayef, diretora regional para o Oriente Médio e Norte da África da Anistia Internacional, destacou que a situação atingiu proporções alarmantes.
“A contínua escalada de execuções no Irã atingiu proporções horríveis, já que as autoridades seguem utilizando sistematicamente a pena de morte como ferramenta de repressão para sufocar a dissidência, mostrando um ataque escalofriante contra o direito à vida”, afirmou Morayef.
Ela ressaltou que o uso em massa da pena capital é agravado pelo fato de os julgamentos serem rotineiramente injustos. Entre os condenados estão dissidentes políticos, membros de minorias étnicas e processados por delitos de drogas.
O Irã é o segundo país no mundo em número de execuções, atrás apenas da China.
Minorias Afetadas e Pedidos de Moratória
O relatório aponta que as execuções atingiram de forma desproporcional minorias marginalizadas, como as comunidades afegã, baluchi e curda.
- O número de afegãos executados no Irã triplicou em apenas um ano, passando de 25 em 2023 para 80 em 2024.
- A Anistia alertou que pelo menos duas mulheres curdas, a trabalhadora humanitária Pakhshan Azizi e a dissidente Verisheh Moradi, continuam condenadas à morte e correm risco iminente de execução.
A organização Iran Human Rights (IHR), sediada na Noruega, também confirmou mais de mil execuções em 2025, qualificando a situação como uma “campanha de assassinatos em massa” nas prisões. A IHR registrou 64 execuções apenas na última semana, uma média de mais de nove por dia.
A Anistia Internacional fez um apelo urgente para que as autoridades iranianas instaurem uma moratória imediata sobre as execuções. A comunidade internacional também foi chamada a pressionar para frear as execuções e a usar a jurisdição universal para que funcionários iranianos sejam responsabilizados perante a lei internacional por possíveis crimes e graves violações de direitos humanos.
(Com informações da AFP)



















































































