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O ditador venezuelano Nicolás Maduro ordenou na madrugada desta quarta-feira (12) a ativação de todos os Comandos de Defesa Integral, unidades que reúnem instituições públicas, a Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) e o chamado Poder Popular. A medida foi anunciada em meio ao aumento das tensões no Caribe, após a chegada do porta-aviões norte-americano USS Gerald R. Ford, o maior do mundo, à área sob responsabilidade do Comando Sul dos Estados Unidos.
De acordo com o regime chavista, o objetivo é reforçar a capacidade de defesa e a coesão das forças venezuelanas diante de possíveis cenários de confronto. A decisão foi amparada pela Lei do Comando para a Defesa Integral da Nação, promulgada por Maduro nesta terça-feira (11), no Palácio de Miraflores, ao lado do presidente da Assembleia Nacional controlada pelo regime, Jorge Rodríguez.
Durante o ato, Maduro afirmou que, se necessário, a Venezuela está pronta para “ir à luta armada para defender a herança dos libertadores”, reforçando sua retórica de resistência contra os Estados Unidos, que realizam operações antinarcóticos na região.
A nova lei, composta por 22 artigos, cria a estrutura organizacional dos Comandos de Defesa Integral, que passam a ser subordinados ao Comando Estratégico Operacional da FANB (Ceofanb). O texto define a formação militar de seus membros, a nomeação de um coordenador-geral e atribuições voltadas tanto à defesa nacional quanto à manutenção de serviços públicos e atividades produtivas, ampliando o controle do regime sobre a sociedade civil.
Jorge Rodríguez exaltou a medida, dizendo que a legislação se baseia “na nova doutrina militar deixada pelo comandante Chávez”, a qual Maduro teria “aperfeiçoado”.
O ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, defendeu o decreto e atacou as operações dos EUA no Caribe, acusando as forças americanas de agirem como “mercenários para assassinar pessoas indefesas”. Ele afirmou ainda que a FANB vem realizando manobras e exercícios de defesa em todo o território nacional para se preparar “contra ameaças externas”.
“Estamos fortalecendo a defesa integral da pátria. Essa lei nos dá viabilidade e coordenação para garantir a segurança do território nacional”, declarou Padrino.
Com o novo decreto, Maduro reforça sua postura autoritária e nacionalista, centralizando ainda mais o poder militar sob seu comando e alimentando o discurso de enfrentamento aos Estados Unidos, enquanto a Venezuela enfrenta crise econômica, repressão política e isolamento internacional.
