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Um ataque a St. Mary’s School, instituição católica localizada na região centro-norte da Nigéria, no estado de Niger, resultou no sequestro de 303 estudantes e 12 professores, segundo atualização divulgada neste sábado pela Christian Association of Nigeria (CAN). Inicialmente, o número divulgado era de 215 crianças.
De acordo com Most. Rev. Bulus Dauwa Yohanna, presidente da filial do CAN no estado de Niger, a revisão dos números ocorreu após um processo de verificação e censo final realizado na escola na última sexta-feira (21). Além disso, 88 estudantes foram capturados ao tentarem fugir durante o ataque. As vítimas têm entre 10 e 18 anos e incluem meninos e meninas.
O sequestro aconteceu na comunidade remota de Papiri, apenas quatro dias após o sequestro de 25 estudantes em Maga, cidade vizinha do estado de Kebbi, localizada a cerca de 170 km de distância, em circunstâncias semelhantes. Até o momento, nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelos ataques. Autoridades nigerianas afirmaram que equipes táticas e caçadores locais foram mobilizados para resgatar as crianças.
Yohanna contestou ainda informações do governo estadual de que a escola havia reaberto, afirmando que a ordem anterior de fechamento temporário das escolas por questões de segurança permanece válida. Ele pediu às famílias que mantenham a calma e rezem pelas crianças.
Os sequestros de estudantes tornaram-se um símbolo da insegurança na Nigéria, com gangues armadas considerando escolas como alvos estratégicos para chamar atenção. Dados da UNICEF indicam que, no ano passado, apenas 37% das escolas em 10 estados afetados por conflitos possuíam sistemas de alerta precoce para detectar ameaças.
O ataque ocorre em meio a denúncias do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, sobre perseguição direcionada a cristãos na Nigéria. Entretanto, os ataques no país afetam tanto cristãos quanto muçulmanos. O sequestro recente em Kebbi ocorreu em uma cidade de maioria muçulmana.
O incidente também coincide com a visita do Conselheiro de Segurança Nacional da Nigéria, Nuhu Ribadu, aos Estados Unidos, onde ele se encontrou com o secretário de Defesa norte-americano, Pete Hegseth, na última sexta-feira.