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Seis companhias aéreas cancelaram neste sábado seus voos para a Venezuela, após os Estados Unidos emitirem um alerta à aviação civil sobre um “aumento da atividade militar” em meio ao envio de forças norte-americanas ao Caribe, informou à AFP a Associação de Linhas Aéreas da Venezuela (ALAV).
As empresas afetadas são: a espanhola Iberia, a portuguesa TAP, a colombiana Avianca, a trinitina Caribbean Airlines, a brasileira GOL e a chilena Latam, segundo a presidente da ALAV, Marisela de Loaiza.
A suspensão ocorre depois de o órgão regulador da aviação dos EUA emitir, na sexta-feira, um alerta para aeronaves civis que sobrevoam o espaço aéreo venezuelano.
De acordo com a Administração Federal de Aviação (FAA), há uma situação “potencialmente perigosa” para a aviação civil “devido ao agravamento da segurança e ao aumento da atividade militar na Venezuela ou em suas proximidades”, relacionada ao deslocamento de forças americanas para pressionar o governo de Nicolás Maduro.
“Recomenda-se que os operadores tenham cautela ao voar na Região de Informação de Voo de Maiquetía (FIR SVZM), em qualquer altitude”, informou o comunicado.
Segundo o aviso, “as ameaças podem representar risco potencial para aeronaves em todas as altitudes, incluindo durante o sobrevoo, pousos e decolagens”. O alerta também considera que o risco atinge aeroportos e aeronaves em solo na região mencionada.
Desde setembro, a FIR SVZM registra aumento de interferências no Sistema Global de Navegação por Satélite (GNSS), além de atividades relacionadas ao reforço do estado de prontidão militar da Venezuela. Algumas aeronaves civis relataram interferências persistentes ao longo de voos inteiros. Bloqueadores e falsificadores de sinal GNSS podem afetar aeronaves em um raio de até 250 milhas náuticas, comprometendo sistemas essenciais de comunicação, navegação, vigilância e segurança.
O alerta cita ainda que, há dois meses, “a Venezuela vem realizando múltiplos exercícios militares e ordenando a mobilização massiva de milhares de militares e reservistas”. Embora o país não tenha demonstrado intenção de atacar a aviação civil, sua força militar possui caças avançados e sistemas de armas capazes de atingir aeronaves em altitudes comerciais, além do risco adicional de sistemas portáteis de defesa antiaérea (MANPADS) e artilharia antiaérea.
Enquanto isso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista à Fox News que pretende conversar com Nicolás Maduro “em um futuro não muito distante”. Trump não detalhou o conteúdo da possível conversa e evitou responder se sugeriria ao líder venezuelano que deixasse o país. Disse apenas ter “algo muito específico” a dizer ao mandatário, mas que não poderia antecipar. O presidente destacou que sua administração continuará “fortemente envolvida” no acompanhamento da situação na Venezuela.