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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar duramente o governo da Ucrânia neste domingo (…), acusando o país de demonstrar uma “total falta de gratidão” pelos esforços americanos para pôr fim à guerra com a Rússia. As declarações foram feitas no Truth Social, enquanto representantes ucranianos, norte-americanos e europeus participavam de negociações em Genebra sobre o plano de paz elaborado pelo governo Trump.
“O LIDERANÇA DA UCRÂNIA DEMONSTROU ZERO GRATIDÃO PELOS NOSSOS ESFORÇOS”, escreveu o presidente em caixa alta.
Trump também atacou a Europa, afirmando que o continente “continua comprando petróleo da Rússia”, enquanto os EUA vendem “quantidades massivas de dólares em armas para a OTAN, destinadas à Ucrânia”.
Segundo Trump, ele teria herdado “uma guerra que nunca deveria ter acontecido”, culpando o governo de Joe Biden por fornecer ajuda militar a Kiev. “O corrupto Joe deu tudo, grátis, grátis, grátis — inclusive muito dinheiro!”, afirmou.
O presidente voltou a insistir que, se tivesse permanecido no cargo após 2020, a guerra “não teria ocorrido”, afirmando que o presidente russo Vladimir Putin “nunca teria atacado” a Ucrânia com Trump no poder. Segundo ele, a invasão só aconteceu porque Putin viu Biden “em ação”.
Zelensky diz que plano pode incorporar demandas ucranianas
As críticas ocorrem no momento em que o secretário de Estado Marco Rubio chega a Genebra para participar das reuniões sobre o plano de 28 pontos apresentado pelos EUA. A Casa Branca afirma que o documento funciona como um “marco para negociações” destinado a encerrar o conflito iniciado com a invasão russa em 2022.
Antes das declarações de Trump, o presidente ucraniano Volodimir Zelensky havia sinalizado abertura ao plano, afirmando que a proposta norte-americana pode “incluir perspectivas ucranianas”.
“Há entendimento de que as propostas dos EUA podem contemplar elementos baseados nas perspectivas ucranianas e críticos aos nossos interesses nacionais”, escreveu nas redes sociais, avaliando como “positivo” o retorno da diplomacia.
Líderes europeus e Rússia reagem ao plano
De acordo com o presidente finlandês Alexander Stubb, ele e a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni conversaram com Trump por telefone no domingo sobre o plano. “Trump atendeu às 5h da manhã nos EUA, o que mostra que está trabalhando 24 horas por dia para buscar um acordo de paz”, disse Stubb durante a cúpula do G20 na África do Sul.
O plano, bem recebido pelo presidente russo Vladimir Putin, retoma exigências de Moscou, incluindo que a Ucrânia ceda território, reduza o tamanho das Forças Armadas e desista de entrar na OTAN.
Rubio afirmou que a proposta “é um marco sólido para as negociações em andamento”, construída com contribuições tanto da Rússia quanto da Ucrânia.
Por outro lado, líderes europeus, além de Japão e Canadá, divulgaram comunicado conjunto afirmando que o plano dos EUA “é uma base que exigirá trabalho adicional”, expressando preocupação de que possa deixar a Ucrânia “vulnerável a futuros ataques”.
Trump havia dado a Zelensky até 27 de novembro para responder à proposta, mas afirmou no sábado que sua iniciativa não é uma “última oferta” para resolver o conflito.