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Dois integrantes da Guarda Nacional dos Estados Unidos ficaram gravemente feridos após um tiroteio ocorrido a poucas quadras da Casa Branca, em Washington, DC. O ataque desencadeou uma forte operação policial e culminou na prisão imediata do principal suspeito, que foi detido em plena via pública diante de inúmeros pedestres.
Segundo o chefe-adjunto da Polícia Metropolitana, Jeffery Carroll, o agressor “saiu de uma esquina, levantou a arma e disparou diretamente contra os membros da Guarda Nacional”. Outros militares e policiais que patrulhavam a área reagiram rapidamente e conseguiram neutralizar o atirador.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram a rua cercada por viaturas, policiais com armas longas garantindo a segurança do perímetro e militares uniformizados posicionados ao lado de veículos táticos. As imagens registram agentes bloqueando o trânsito, afastando civis e prestando socorro aos guardas feridos enquanto o suspeito era levado sob custódia.
De acordo com as autoridades, o episódio começou com uma emboscada do suspeito contra os militares que patrulhavam a região. “O atacante foi reduzido e colocado sob custódia quase de imediato”, reforçou Carroll.
A prefeita Muriel Bowser confirmou que o indivíduo está preso. Testemunhas relataram terem ouvido diversos disparos, seguidos por sirenes e pela chegada de reforços policiais e ambulâncias.
A motorista Angela Perry, que aguardava no semáforo com seus filhos, descreveu o clima de tensão:
“Escutamos os tiros de repente e, logo depois, vimos membros da Guarda Nacional correndo em direção à estação de metrô.”
O diretor do FBI, Kash Patel, informou que os dois soldados permanecem em estado crítico. Já o governador da Virgínia Ocidental, Patrick Morrisey, esclareceu que ambos continuam vivos, após ter anunciado erroneamente a morte dos militares.
A identidade do suspeito não foi divulgada, e ainda não há informações sobre a motivação do ataque.
De sua residência na Flórida, o presidente Donald Trump classificou o agressor como um “animal” e declarou: “O atacante também está gravemente ferido, mas pagará um preço muito alto.” A Casa Branca afirmou que o presidente foi informado e acompanha o caso de perto.
O atentado é considerado o episódio mais grave envolvendo forças federais desde que Trump decidiu desplegar a Guarda Nacional em Washington e em cidades administradas por prefeitos democratas no início do ano.
Após o tiroteio, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, anunciou o envio de mais 500 soldados para reforçar os 2.000 já posicionados em Washington.
“Isso só reforça nossa determinação de garantir que Washington, DC, seja uma cidade segura e bonita”, afirmou.
O grande contingente militar nas ruas da capital tem gerado controvérsia, com especialistas destacando que a Guarda Nacional não possui treinamento específico para funções de policiamento, o que pode aumentar a imprevisibilidade em situações como essa. “Isso cria uma camada extra de risco”, observou o ex-vice-diretor do FBI, Andrew McCabe.
Com a área ainda isolada e as investigações em andamento, os guardas feridos seguem internados. O ataque a plena luz do dia, tão perto da Casa Branca, reacende debates sobre a segurança na capital dos EUA e o impacto das políticas federais de combate ao crime urbano.