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A soldado Sarah Beckstrom, de apenas 20 anos, tinha a vida inteira pela frente quando decidiu seguir carreira militar. Natural de Webster Springs, uma pequena cidade rural na Virgínia Ocidental, ela cresceu cercada pela família e por uma comunidade que acompanhou de perto sua formação — desde as competições escolares de softball até a decisão de servir ao país.
Dois anos antes de sua morte, Sarah vivia uma rotina típica de adolescente: vendia ingressos para sua festa de formatura, compartilhava receitas caseiras e publicava vídeos sobre como preparar pimentões em conserva e até fazer manteiga em casa. Era vaidosa, carinhosa com a família e movida por um forte senso de dever.
Logo após concluir o ensino médio, em 2023, ela se alistou na Guarda Nacional do Exército e ingressou na 863ª Companhia de Polícia Militar da Virgínia Ocidental. Em fevereiro de 2024, sua mãe publicou nas redes sociais uma foto da jovem em uniforme camuflado, segurando uma arma. “Minha menina”, comentou o pai, Gary, orgulhoso. Duas semanas depois, ele compartilhou outra imagem, agora com Sarah usando o emblema da Polícia Militar: “Minha menina se formou”.
De Webster Springs a Washington D.C.
Em agosto de 2024, Sarah foi enviada com sua unidade para Washington D.C., como parte de um plano do então presidente Donald Trump para reforçar o patrulhamento e combater o crime na capital.
Descrita como dedicada, disciplinada e sempre disposta a ajudar, Sarah havia recebido uma medalha de serviço militar e era vista como um exemplo entre seus colegas da Guarda Nacional.
A escola onde estudou, Webster County High School, publicou uma homenagem destacando sua “força, caráter e compromisso”, afirmando que ela representava o melhor dos valores ensinados aos alunos.
O ataque que tirou sua vida
Na noite de quarta-feira, Sarah e o sargento Andrew Wolfe, de 24 anos, realizavam patrulhamento na região das ruas 17 e I, no noroeste de Washington, quando foram surpreendidos por um atirador solitário armado com um revólver calibre .357. Segundo as autoridades, o ataque foi “descarado e seletivo”.
O sargento Andrew Wolfe, de 24 anos
Menos de 24 horas depois, Sarah não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital, ao lado dos pais. “Uma jovem extraordinária em todos os sentidos”, disse Trump durante uma videoconferência com militares em Mar-a-Lago.
Wolfe permanece internado em estado crítico.
O suspeito, Rahmanullah Lakanwal, de 29 anos, enfrenta múltiplas acusações de agressão com intenção de matar. A promotora federal Jeanine Pirro afirmou que, caso mais uma vítima morra, o réu também responderá por homicídio em primeiro grau.
Uma família unida e devastada
As publicações da família nas redes sociais ao longo dos anos revelam um laço afetivo profundo. Mesmo já adulta, Sarah chamava o pai de “Dadda”. Em todos os posts, ela, os pais e os irmãos trocavam declarações de amor, elogios e mensagens de apoio.
Seu irmão mais velho, Bryan, fez um pedido emocionado horas antes da confirmação da morte:
“Ela é uma lutadora. Precisamos que Deus a abençoe.”
Luto nacional e perguntas sem resposta
A morte da jovem soldado reacendeu o debate sobre o uso da Guarda Nacional em missões de segurança pública em Washington D.C. e sobre as condições de segurança oferecidas às tropas.
Segundo a promotora Pirro, “duas famílias estão destruídas” por causa das ações de “um único homem”.
Sarah Beckstrom deixa pais, dois irmãos, colegas de farda e uma comunidade inteira que agora tenta lidar com a perda de uma jovem que sonhava com uma carreira no serviço público — e cuja vida foi interrompida abruptamente.