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O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, se encontrou nesta terça-feira (9) com o Papa Leão XIV na residência papal de Castel Gandolfo, próxima a Roma, em meio a intensas pressões diplomáticas para avançar em um acordo de paz que encerre a guerra com a Rússia.
O encontro ocorreu após Zelensky se comprometer a dar uma resposta aos Estados Unidos sobre o plano de paz proposto por Washington. O presidente chegou à residência papal por volta das 9h40, horário local, e permaneceu no local até cerca de 10h20.
Segundo a imprensa da Santa Sé, o Pontífice reiterou a importância de manter o diálogo e expressou o desejo urgente de que as iniciativas diplomáticas em andamento possam levar a uma paz justa e duradoura. Durante a reunião, também foram abordadas questões relacionadas a prisioneiros de guerra e à necessidade de garantir o retorno das crianças ucranianas às suas famílias.
Esta é a terceira vez que Zelensky se reúne com Leão XIV desde sua eleição, após encontros anteriores em 18 de maio e 9 de julho, também em Castel Gandolfo.
A visita a Itália acontece depois de encontros do presidente ucraniano com líderes europeus em Londres e Bruxelas na segunda-feira (8), como parte de uma rodada de contatos sobre o processo de paz. Mais tarde nesta terça, Zelensky tem encontro agendado com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, às 15h, horário local.
O plano de paz apresentado pelos Estados Unidos originalmente continha 28 pontos, mas foi reduzido para 20 após reuniões entre representantes de Kiev e Washington no último fim de semana, de acordo com Zelensky. “Vamos trabalhar esses 20 pontos. Não estamos totalmente satisfeitos com as propostas de nossos parceiros”, disse o presidente em entrevista coletiva online. Ele acrescentou que na noite desta terça pretende transmitir oficialmente a posição ucraniana aos Estados Unidos.
O plano norte-americano prevê que a Ucrânia ceda territórios não ocupados pela Rússia em troca de garantias de segurança, mas não contempla a entrada do país na OTAN. Zelensky ressaltou que as negociações têm esbarrado nas questões territoriais e nas garantias de proteção, afirmando que “não temos nenhum direito legal ou moral de ceder territórios” com base na legislação ucraniana, na Constituição do país e no direito internacional.
Segundo o presidente, a questão central é saber qual seria a resposta dos aliados de Kiev caso ocorra uma nova agressão russa. “Até o momento, não recebemos nenhuma resposta sobre essa questão”, declarou.
O encontro com Giorgia Meloni ganha relevância diante do firme apoio da primeira-ministra italiana a Kiev desde o início da invasão, em fevereiro de 2022, apesar das divergências de um dos seus aliados de coalizão, Matteo Salvini, líder do partido nacionalista Liga.
O Papa Leão XIV tem reforçado, em diversas ocasiões, a necessidade de um cessar-fogo e comemorado avanços nas negociações de paz. A Santa Sé descreveu a reunião desta terça como cordial, com foco na situação da guerra na Ucrânia.