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Os Estados Unidos e o Paraguai firmaram hoje em Washington um acordo histórico de cooperação em segurança nacional. O pacto prevê o desdobramento de tropas do Pentágono e o intercâmbio de informações-chave em tempo real para intensificar o combate ao terrorismo e ao narcotráfico na região.
O acordo, assinado entre o chanceler paraguaio, Ramírez, e o representante americano, Rubio, reflete a solidez da relação diplomática entre os presidentes Donald Trump e Santiago Peña.
“Este histórico acordo estabelece um marco claro para a presença e as atividades do pessoal militar americano e civil do Departamento de Guerra no Paraguai, facilitando o treinamento bilateral e multinacional, a assistência humanitária, a resposta a desastres e outros interesses de segurança compartilhados”, afirma o comunicado oficial emitido pela Secretaria de Estado americana.
Os Estados Unidos desenharam uma nova agenda de Segurança Nacional na qual o Paraguai atuará como uma peça importante para enfrentar os cartéis de drogas e o terrorismo na América Latina.
Neste contexto, a administração Trump se comprometeu a:
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Compartilhar informações classificadas em tempo real com o governo paraguaio.
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Treinar as tropas do Paraguai e doar tecnologia.
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Acrescentar forças do Homeland Security e do Pentágono à Embaixada Americana em Assunção.
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Desdobrar tropas militares e assistentes civis.
A estratégia americana visa transformar em alvos móveis o Irã e a ditadura de Nicolás Maduro. O Paraguai, por sua vez, se compromete a liderar operações de repressão contra grupos terroristas que respondem ao regime iraniano (como o Hezbollah, que possui células adormecidas na Tríplice Fronteira) e os cartéis de drogas que recebem ordens de Maduro (como o Trem de Aragua e o Cartel de los Soles).
Após a assinatura, o chanceler Ramírez destacou o compromisso mútuo:
“O presidente Santiago Peña está extremamente empenhado em continuar trabalhando fortemente na relação dos nossos países, mas também em objetivos compartilhados que, como este, nos propõem seguir lutando contra o crime transnacional organizado; seguir trabalhando fortemente contra o tráfico de drogas, contra o tráfico de pessoas, contra a corrupção, que são todos aspectos relevantes, mas, sobretudo, pela liberdade da nossa gente,” disse o chanceler.
Rubio, por sua vez, ressaltou o papel do Paraguai como um dos aliados mais fortes dos EUA na região e garantiu que o acordo respeita a soberania paraguaia, enquanto cria a oportunidade de trabalharem em conjunto para enfrentar a ameaça primordial do hemisfério: o terrorismo transnacional.
A assinatura do tratado bilateral ocorreu após um encontro de 90 minutos a portas fechadas em Washington, que reuniu ministros da Defesa, conselheiros de Segurança Nacional, subsecretários de Estado e chefes militares de ambos os países.
Com o convênio assinado, o presidente Peña enviará o texto para a ratificação do Congresso paraguaio. Uma vez aprovado pelo parlamento, a cooperação, considerada histórica e sem precedentes no Cone Sul, será iniciada.