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O pai e o filho responsáveis por um dos tiroteios em massa mais letais da Austrália, ocorrido durante uma celebração do Hanukkah em Bondi Beach, Sydney, permaneceram quase todo o mês de novembro nas Filipinas. A informação foi confirmada nesta terça-feira (16) por autoridades de imigração em Manila.
Os autores do ataque, Sajid Akram e seu filho Naveed Akram, acusados de matar 15 pessoas e ferir dezenas, entraram nas Filipinas em 1º de novembro de 2025, com a província de Davao, na ilha de Mindanao, declarada como destino final.
“Sajid Akram, de 50 anos, nacional indiano, e Naveed Akram, de 24 anos, nacional australiano, chegaram juntos às Filipinas em 1º de novembro de 2025, vindos de Sydney, Austrália”, declarou à agência AFP a porta-voz de imigração, Dana Sandoval.
Os registros oficiais indicam que ambos deixaram o país em 28 de novembro de 2025, em um voo de conexão de Davao para Manila, com destino final de volta a Sydney. Os registros de entrada e saída corroboram a permanência de quase quatro semanas dos dois suspeitos em território filipino.
As confirmações oficiais da presença dos homens nas Filipinas intensificam as investigações sobre os movimentos e antecedentes dos atiradores.
O comissário de polícia de Nova Gales do Sul, Mal Lanyon, afirmou que o propósito da viagem é o foco das investigações. “As razões pelas quais foram para as Filipinas, o propósito disso e para onde foram quando estiveram lá, estão sob investigação neste momento”, disse Lanyon.
Na Austrália, o primeiro-ministro Anthony Albanese afirmou nesta terça-feira que os dois homens “provavelmente” se radicalizaram sob a influência da ideologia do Estado Islâmico (EI). A declaração ocorre em meio à apuração de como a dupla se radicalizou e se preparou para o ataque em Bondi Beach.
A estadia de Sajid e Naveed Akram em Mindanao, a ilha onde se localiza a província de Davao, gerou especial atenção devido ao histórico de insurgência islamista na região sul filipina.
Mindanao registra décadas de confrontos entre grupos armados e o Governo central, com episódios de violência atribuídos a organizações ligadas ao extremismo.
Um dos antecedentes mais marcantes foi o cerco à cidade de Marawi, em 2017, quando militantes dos grupos Maute e Abu Sayyaf, alinhados com o Estado Islâmico e integrados por combatentes locais e estrangeiros, tomaram o controle de vastas áreas urbanas. A ofensiva resultou em uma operação militar em larga escala que durou cinco meses e deixou mais de 1.000 mortos.
Embora as autoridades filipinas declarem a derrota territorial dos grupos insurgentes na área e relatem uma diminuição significativa na atividade insurgente nos anos posteriores ao cerco, o Exército filipino continua a busca por líderes e remanescentes de organizações classificadas como “terroristas”, mantendo operações de inteligência e controle territorial.
As autoridades filipinas não informaram sobre investigações criminais abertas contra os dois homens durante a sua estadia no país, sobre possíveis contatos com grupos armados locais, nem indicaram a existência de alertas internacionais ativos no momento de sua entrada ou saída.