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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez nesta segunda-feira (22) uma série de declarações e anúncios relacionados à Venezuela, ao bloqueio de navios petroleiros e à renovação da Marinha americana, durante coletiva de imprensa em sua residência na Flórida.
Trump afirmou que seria “inteligente” por parte do ditador venezuelano, Nicolás Maduro, deixar o poder, alertando que “se ele se fizer de durão, será a última vez que poderá fazê-lo”. Questionado sobre se a política dos EUA busca derrubar Maduro, o presidente afirmou que “isso depende dele, do que quiser fazer”, mas reforçou que haveria “consequências severas e duradouras” caso o líder venezuelano opte por resistir.
As tensões entre os dois países aumentaram após a ordem do governo americano de bloquear a entrada e saída de navios petroleiros sancionados por Washington em águas venezuelanas. Trump anunciou que os EUA irão reter tanto os navios apreendidos nas últimas semanas quanto o petróleo transportado por eles. “Nós vamos ficar com eles, talvez usemos para as reservas estratégicas, também ficamos com os navios”, disse. Entre os carregamentos confiscados, está um navio com 1,9 milhão de barris de petróleo venezuelano, apreendido em 10 de dezembro, segundo Trump.
Em relação ao combate ao narcotráfico, o presidente americano reiterou acusações contra o regime de Maduro, responsabilizando-o por inundar os EUA com drogas e permitir a entrada de criminosos a partir de prisões venezuelanas. Trump explicou que as operações de apreensão não se limitam à Venezuela, mas são direcionadas a qualquer país de onde partam envios de drogas.
Trump afirmou que o objetivo da estratégia dos EUA em relação à Venezuela é frear o narcotráfico e recuperar os direitos petrolíferos das empresas americanas, embora tenha evitado mencionar explicitamente um plano para depor Maduro. Ele revelou ter dialogado com companhias petrolíferas americanas sobre a situação na Venezuela, sem dar mais detalhes. O presidente também afirmou que os EUA mantêm uma “perseguição ativa” para interceptar um terceiro petroleiro próximo às costas venezuelanas, após meses de operação militar no Caribe contra embarcações supostamente ligadas ao tráfico de drogas.
Por sua vez, Maduro classificou a apreensão de navios com petróleo venezuelano como um ato de “pirataria” e anunciou que apresentará ações legais no Conselho de Segurança da ONU contra os EUA, segundo informações da Europa Press.
Durante a mesma coletiva, Trump apresentou um ambicioso plano para renovar a frota naval americana, com a construção de um novo tipo de navio de guerra de grande tonelagem, descrito como “o maior, mais rápido e poderoso já construído”. Segundo o presidente, este “encouraçado” será maior que os históricos da classe Iowa, utilizados na Segunda Guerra Mundial, e contará com mísseis hipersônicos, canhões eletromagnéticos e lasers de alta potência, tecnologias ainda em desenvolvimento pela Marinha americana. Trump afirmou que participará diretamente do projeto dos navios, justificando que é “uma pessoa muito estética” e que a Marinha colaborará com ele nesse processo.
(Com informações de AP, EFE, AFP e Europa Press)