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O ditador venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados por uma unidade de elite da Delta Force enquanto dormiam, durante uma operação militar conduzida pelos Estados Unidos na madrugada deste sábado. A informação foi divulgada pela CNN, com base em fontes ligadas à ação.
Segundo a emissora, a operação atingiu cinco alvos estratégicos em território venezuelano, incluindo três pontos na capital, Caracas, e não teria registrado baixas entre as forças envolvidas. Maduro foi detido nas primeiras horas do dia e deverá ser levado a julgamento em Nova York, onde responde a acusações relacionadas ao tráfico de drogas e a crimes envolvendo armas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Maduro e a esposa foram levados inicialmente para o navio de assalto USS Iwo Jima e, posteriormente, serão transportados para a cidade de Nova York. Em entrevista ao New York Times, Trump classificou a ação como “brilhante”.
Mais tarde, em participação no programa Fox & Friends, da Fox News, Trump descreveu a operação com entusiasmo. “Eu assisti literalmente como se estivesse vendo um programa de televisão. Se vocês tivessem visto a velocidade, a violência… foi algo impressionante”, declarou.
Trump anunciou ainda que concederá uma coletiva de imprensa neste sábado, às 11h30 (horário da costa leste dos EUA), diretamente de seu clube Mar-a-Lago, na Flórida.
Durante a operação, explosões foram registradas em diferentes áreas de Caracas. O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, afirmou que civis inocentes teriam sido gravemente feridos e mortos em decorrência da ação militar norte-americana, embora não tenha divulgado números oficiais de vítimas.
Dois dias antes da captura, Maduro havia feito um apelo público por paz aos Estados Unidos. Em entrevista a um jornalista espanhol, o ditador afirmou que o povo norte-americano deveria saber que a Venezuela seria “um país pacífico” e que sua mensagem era clara: “Não à guerra. Sim à paz”. No mesmo diálogo, Maduro disse estar disposto a cooperar com Washington no combate ao narcotráfico — acusações que os EUA rejeitam, afirmando que ele lidera uma organização criminosa internacional.
De acordo com Trump, Maduro é o chefe do chamado Cartel de los Soles, grupo acusado de inundar os Estados Unidos com drogas ilegais e classificado por Washington como organização terrorista estrangeira. O venezuelano foi indiciado em 2020, ainda durante o primeiro mandato de Trump, por conspiração para importar cocaína para os EUA.
Na época, o governo americano ofereceu uma recompensa de US$ 15 milhões por sua captura. O valor subiu para US$ 25 milhões nos últimos dias da administração de Joe Biden e foi elevado para US$ 50 milhões em agosto de 2025, já no segundo mandato de Trump.
A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, declarou que Maduro “em breve enfrentará toda a força da Justiça americana, em solo americano e em tribunais americanos”. Além das acusações por narcotráfico, o ditador também responderá por diversos crimes relacionados a armas.
Fontes da CNN informaram que a CIA monitorava os deslocamentos de Maduro nos dias que antecederam a operação. O ditador, segundo relatos, vinha dormindo em locais diferentes todas as noites para evitar uma possível captura. Trump teria autorizado a missão dois dias antes da ofensiva.
A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, exigiu “prova de vida” de Maduro e de Cilia Flores, levantando temores de que ambos pudessem ter sido mortos durante a ação. Já o procurador-geral venezuelano voltou a acusar os EUA de promoverem um “ataque terrorista criminoso” e convocou manifestações pacíficas no país.
A captura provocou forte reação internacional. O governo venezuelano classificou a ação dos Estados Unidos como “covarde”, enquanto a Rússia, principal aliada de Caracas, afirmou estar “extremamente preocupada” e sugeriu que Washington pode ter violado o direito internacional. O Ministério das Relações Exteriores russo pediu esclarecimentos imediatos sobre a retirada forçada de Maduro do país.
Nos últimos meses, os Estados Unidos intensificaram operações contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas no Oceano Pacífico Oriental, supostamente ligadas à Venezuela.
Nicolás Maduro, líder do Partido Socialista Unido da Venezuela, chegou ao poder em 2013 e é amplamente descrito por críticos e organismos internacionais como um governante autoritário. Seu governo é marcado por denúncias de corrupção, manipulação eleitoral, repressão à oposição e pelo colapso econômico que mergulhou o país em uma profunda crise humanitária.