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O Papa Leão XIV manifestou, neste domingo (4), profunda preocupação com a escalada da crise na Venezuela após a captura de Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos. Durante a oração do Angelus, na janela do Palácio Apostólico, o pontífice instou que o bem-estar da população seja colocado acima de qualquer disputa política ou militar.
“O bem do amado povo venezuelano deve prevalecer sobre toda outra consideração e induzir a superar a violência e tomar caminhos de justiça e paz”, declarou o Papa, enfatizando a necessidade de respeitar os direitos humanos e o Estado de Direito previsto na Constituição venezuelana.
O Papa também fez um apelo à comunidade internacional para que trabalhe pela estabilidade do país, com atenção especial aos mais pobres, que são os que mais sofrem com a crise econômica. Ele encerrou sua mensagem pedindo orações e a intercessão da Padroeira da Venezuela, a Virgem de Coromoto, e dos santos venezuelanos José Gregorio Hernández e Carmen Rendiles, que foram canonizados por ele em outubro passado.
Bispos pedem serenidade e união
Em sintonia com o Vaticano, a Conferência Episcopal Venezuelana (CEV) divulgou uma mensagem dirigida ao “Povo de Deus”. Os bispos exortaram os fiéis a manterem a esperança e a rejeitarem qualquer manifestação de violência em meio à incerteza sobre o futuro do país.
“Nossas mãos devem se abrir para o encontro e a ajuda mútua, e que as decisões que forem tomadas, sejam feitas sempre pelo bem-estar do nosso povo”, afirmou a CEV em comunicado oficial, reforçando que a prioridade deve ser a construção de um ambiente pacífico.
Cenário de Incerteza
Enquanto a Igreja clama por paz, Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, amanheceram este domingo no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, em Nova York. O ex-líder chavista enfrenta acusações graves de narcoterrorismo e crimes com armas automáticas perante um tribunal federal de Manhattan.
A tensão diplomática permanece alta, especialmente após o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmar que os Estados Unidos “governarão” a Venezuela até que uma transição adequada seja estabelecida, o que contrasta com o pedido de soberania feito pelo Vaticano.